A jovem roladora nacional rumou este ano ao estrangeiro para integrar a Sopela Women’s Team de Espanha, um conjunto UCI, mas de nível ainda relativamente baixo. Foi um ano de adaptação para uma atleta que tem a dificuldade acrescida de estar a conciliar a competição com os estudos.

Durante a temporada, participou maioritariamente em provas amadoras, representando a equipa em apenas duas provas por etapas de escalão continental. Aí, demonstrou algumas dificuldades, sendo essencialmente uma ciclista de apoio.

Ao serviço da seleção nacional esteve na ajuda a Daniela Reis nos Jogos do Mediterrâneo, onde não terminou, e como representante feminina solitária nos Mundiais Universitários, em que alcançou lugares entre as dez melhores tanto no crono como na prova de fundo.

Soraia Silva em ação nos Mundiais Universitários
Fonte: José Baptista/Bola na Rede

Já nos Campeonatos Nacionais, não conseguiu revalidar o título de contrarrelógio, já que este ano teve concorrência de Daniela Reis e Maria Martins que levaram a melhor, e ficou-se pelo bronze. Na prova de fundo, demasiado acidentada para as suas características, terminou no quarto posto.

Em suma, não foi uma época fácil e em certos momentos deixou mostrar que ainda há muito por onde melhorar, mas trata-se de uma ciclista jovem e que já deu para perceber que ainda tem muito por onde crescer.

Em 2019, ainda não é conhecido em que equipa correrá, mas, apesar das dificuldades apresentadas, parece-nos que terá qualidade para, no imediato ou no médio prazo, voltar a competir no estrangeiro e no nível continental.

Foto de Capa: José Baptista/Bola na Rede

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