À sétima foi de vez. Depois de seis medalhas em Campeonatos do Mundo, finalmente, Alejandro Valverde subiu ao lugar mais alto do podium, vestiu a camisola arco-íris e tornou-se definitivamente o melhor ciclista da sua geração.

Desde a primeira prata em 2003 – numa dobradinha espanhola com Astarloa -, passaram quinze anos e o então jovem em afirmação no mundo do ciclismo assumiu-se como uma das figuras de proa da história da modalidade.

Com uma vitória na Vuelta e podiuns no Tour e no Giro mostrou-se em três semanas, mas foi nas clássicas acidentadas e nas provas por etapas mais curtas que construiu o seu brilhante palmarés com mais de 100 vitórias.

O período mais negro foi no virar da década, com a suspensão por dois anos graças ao seu envolvimento na Operacion Puerto, onde foi um dos poucos desportistas sancionados entre as dezenas que recorriam aos serviços do Dr. Fuentes. Mas, Bala regressou ainda melhor e a idade parecia não o afetar, vencendo sempre mais e com mais classe.

Em 2017, caiu no crono inaugural do Tour e foi forçado a acabar prematuramente a época. Na sua idade, uma lesão daquelas poderia significar o fim da carreira, mas não para Valverde, que se limitou a festejar o regresso à competição com mais umas quantas vitórias.

E este domingo, em Innsbruck na Áustria, ao fim de mais de quatro mil metros de desnível positivo, bateu ao sprint os três que não ficaram irremediavelmente derrotados pela subida a Höll, tornou-se o segundo mais velho campeão do mundo da história e alcançou a sua sétima medalha em Mundiais, a primeira de ouro.

E, no final de contas, sabe tão bem viver num mundo em que Alejandro Valverde é campeão do mundo.

Foto de Capa:  Innsbruck-Tirol 2018 / BettiniPhoto

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