Antevisão Vuelta a España: Principais candidatos, outsiders e possíveis surpresas

PRINCIPAIS OUTSIDERS

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Ben O’Connor (AG2R Citroen Team)- O trepador australiano, um dos grandes azarados da Volta a França, procura exibir-se ao seu melhor nível nesta edição da Volta a Espanha e assume-se como um dos candidatos, numa segunda linha, à vitória final, tendo sido o melhor ciclista nas montanhas do Critérium da Dauphiné, excetuando o duo da Jumbo Vingegaard/Roglic, e vindo acompanhado por um grupo de jovens trepadores de confiança e pelos polivalentes Andrea Vendrame e Bob Jungels, que podem ter aspirações pessoais.

Miguel Ángel López (Astana Qazaqstan Team)- O imprevisível colombiano, que pouco competiu este ano, apresenta-se na Vuelta para melhorar definitivamente o ano fraquíssimo da equipa da Astana e, talvez, também como forma de se redimir, através do seu nível competitivo, de complicações com a Justiça em que se viu envolvido recentemente. Sem terminar no pódio final de uma grande volta há quase 5 anos, está mais do que na hora de Miguel Ángel voltar a exibir a consistência com que nos acostumou quando ainda disputava a camisola da juventude, contando para isso com um bloco quase exclusivamente dedicado às aspirações de uma boa classificação geral final.

Mikel Landa (Bahrain-Victorious)- O basco, cujas investidas à Sísifo o tornaram célebre, não inicia esta Vuelta com grandes aspirações; no entanto, sendo um trepador de excelência, nunca se pode excluir um ciclista como ele, que, incentivado pela passagem da prova no País Basco, durante a primeira semana, vai tentar alcançar o seu primeiro top 10 nesta competição exigente de três semanas.

EF Education-EasyPost- A formação norte-americana de Jonathan Vaughters traz para a prova de três semanas um conjunto que tem como pontos fortes a média e a alta montanha, possuindo três possíveis líderes, que têm boas possibilidades de figurarem no top 10 da classificação geral, sendo eles: o muito experiente Rigoberto Urán, que procura juntar um pódio na Vuelta aos seus pódios no Giro e no Tour; um dos mais altos trepadores do pelotão e um dos melhores (também), Hugh Carthy; e o bem-disposto colombiano Esteban Chaves. O ucraniano Mark Padun pode também vir a revelar-se durante o decurso da prova

Enric Mas (Movistar Team)- O espanhol de 27 anos, já com dois pódios finais na Vuelta e sendo considerado um dos ciclistas mais consistentes do pelotão, tem tido um dos seus piores anos, em termos de expetativas e resultados subsequentes, desde que passou a profissional, procurando alterar o rumo dos acontecimentos na sua volta caseira, contando com uma equipa experiente para isso.

Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl Team)- O prodígio belga de 22 anos inicia em Utrecht a sua primeira grande volta convenientemente preparada, acompanhado por uma equipa quase exclusivamente dedicada a ele, que inclui o campeão do mundo Julian Alaphilippe,  e, tendo em conta toda a sua imensa qualidade, que é inegável, é apontado como um dos grandes favoritos pelos aficionados e pelas casas de apostas. Porém, as expetativas devem ser reguladas, uma vez que se desconhece se esta é, de facto, a sua especialidade, já que, até agora, mostrou ter um desempenho irregular e inferior quando a sua frescura está num nível inferior, o que pode indicar que pode não ter, atualmente, a capacidade de recuperação necessária para que possa ser considerado como um verdadeiro candidato à vitória final na Vuelta.

Miguel Monteiro
Miguel Monteirohttp://www.bolanarede.pt
O Miguel é um estudante universitário natural do Porto, cuja paixão pelo desporto, fomentada na infância pelos cromos de Futebol que recebia e colava nas cadernetas, considera ser algo indescritível. Espetador assíduo de uma multiplicidade de desportos, tentou também a sua sorte em algumas modalidades, sem grande sucesso, tendo encontrado agora na análise desportiva uma oportunidade para cultivar o seu amor pelo desporto e para partilhar com os demais as suas opiniões, nomeadamente de Ciclismo, modalidade pela qual nutre um carinho especial.

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