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Vuelta

Antevisão Vuelta a España: Principais candidatos, outsiders e possíveis surpresas

PRINCIPAIS CANDIDATOS

Primoz Roglic (Jumbo-Visma) – O esloveno de sorriso fácil chega a esta Vuelta com algumas dúvidas quanto à sua condição física, após ter estado nas últimas semanas a recuperar da vértebra fraturada na quinta etapa do Tour de France, no qual foi fulcral para a vitória final do seu colega de equipa Jonas Vingegaard. Apesar da sua condição física ser uma incógnita, tem de permanecer o principal favorito a chegar com a roja a Madrid envergada, sabendo já o que é preciso para ser o vencedor final da Vuelta, ao ser o tricampeão em título da prova, estando perante um percurso que é à sua medida e contando com um coletivo de sete ciclistas polivalentes, entre os quais se destacam: o melhor gregário de montanha da edição do Tour deste ano, Sepp Kuss; o rolador italiano Edoardo Affini e o valiosíssimo contrarrelogista australiano Rohan Dennis.

BORA-hansgrohe – Este já é um ano bem-sucedido para a BORA, no que às grandes voltas diz respeito, após o australiano Jai Hindley ter carimbado a vitória final na mais recente edição do Giro com um ataque ferocíssimo na penúltima tirada da prova, mas a formação de Ralph Denk vem à procura de mais nesta Vuelta, contando com um tridente de líderes que promete colocar em sentido os adversários: o explosivo colombiano Sergio Higuita, o experiente neerlandês Wilco Kelderman e o próprio vencedor do Giro d’Italia, Jai Hindley. A qualidade dos líderes é inquestionável, mas há que ter em conta que o bloco que os apoia não é tão forte como o presente no Giro, uma vez que, tendo já ganho uma grande volta, a BORA, com menos pressão sobre os ombros, decidiu trazer para competir o velocista Sam Bennett e o seu comboio de sprint, para que o irlandês comece a ganhar com maior regularidade em provas de maior gabarito.

INEOS Grenadiers – Sendo esta a última chance da equipa britânica para vencer uma grande volta em 2022, a seleção não poderia ser de um nível inferior e a INEOS não chega à partida da prova nos Países Baixos com um, nem dois líderes, mas com cinco possíveis líderes que, se correrem em equipa e estrategicamente, podem sair vitoriosos, sendo eles: o vice-campeão do Giro deste ano, Richard Carapaz; o vencedor do Giro de 2020, Tao Geoghegan Hart; os campeões nacionais de estrada da Austrália e de Espanha, Luke Plapp e Carlos Rodríguez; e o recentemente coroado vencedor da Vuelta a Burgos, Pavel Sivakov. A este quinteto, comandado pelos ex-ciclistas Matteo Tosatto e Xabier Zandio, juntam-se ainda os polivalentes Ben Turner, Ethan Hayter e Dylan Van Baarle. Muito cuidado ao que este conjunto bastante jovem pode fazer!

Simon Yates (Team BikeExchange-Jayco) – O algo inconsistente britânico da formação australiana é sempre uma aposta segura para a obtenção de uma vitória de etapa e uma incógnita para as classificações gerais, já que tanto é capaz de ganhar confortavelmente e de se exibir muito superior aos adversários num dia e, no dia seguinte, inexplicavelmente, termina a etapa quase como “lanterna vermelha”. Yates, já com 30 anos, contabiliza já quase dez vitórias este ano, mais de metade delas em terras do rei Felipe VI, podendo este ser um bom indicador para a Vuelta, que já venceu em 2018. Yates parte confiante para fazer o bis em Espanha e pode contar com o apoio do trepador australiano Lucas Hamilton e com o de outros especialistas em terrenos mais planos.

João Almeida (UAE Team Emirates) – O português natural das Caldas da Rainha prepara-se para partir para a sua segunda grande volta de 2022, planeando, ao contrário do que aconteceu no Giro (ao ter abandonar devido ao facto de ter ficado infetado com covid-19), terminar a prova. O voltista português é um valor seguro e deve arrancar para a competição com expetativas altas e ambicionar melhorar o seu melhor lugar até agora nas grandes voltas (quarto no Giro de 2020). Acompanhado por uma equipa bastante polivalente, espera-se que possa ser protegido em todos os terrenos e, nos momentos decisivos, terá de fazer uso da sua assombrosa e quase inédita capacidade de sofrer, que é a sua principal qualidade.

O Miguel é um estudante universitário natural do Porto, cuja paixão pelo desporto, fomentada na infância pelos cromos de Futebol que recebia e colava nas cadernetas, considera ser algo indescritível. Espetador assíduo de uma multiplicidade de desportos, tentou também a sua sorte em algumas modalidades, sem grande sucesso, tendo encontrado agora na análise desportiva uma oportunidade para cultivar o seu amor pelo desporto e para partilhar com os demais as suas opiniões, nomeadamente de Ciclismo, modalidade pela qual nutre um carinho especial.

O Miguel é um estudante universitário natural do Porto, cuja paixão pelo desporto, fomentada na infância pelos cromos de Futebol que recebia e colava nas cadernetas, considera ser algo indescritível. Espetador assíduo de uma multiplicidade de desportos, tentou também a sua sorte em algumas modalidades, sem grande sucesso, tendo encontrado agora na análise desportiva uma oportunidade para cultivar o seu amor pelo desporto e para partilhar com os demais as suas opiniões, nomeadamente de Ciclismo, modalidade pela qual nutre um carinho especial.

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