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O final da Clássica da Primavera, a Milano – San Remo, primeiro dos Cinco Monumentos do ciclismo, tem de ser o momento da época. O final a três entre Kwiatkowski, Sagan e Alaphilippe decidido no photo-finish entrou na história da modalidade como um dos seus mais belos momentos e a foto da chegada a San Remo (que ilustra este artigo) será imortalizada pela disputa entre os três nomes que marcarão a sua geração no que às provas de um dia diz respeito. No entanto, se fossemos pelo lado emotivo, o prémio seria para a etapa com chegada ao Alto de L’Angliru na Vuelta. Após atacar dia após dia na sua última prova, Alberto Contador conseguiu finalmente a tão desejada vitória de etapa no penúltimo dia e na última oportunidade para os trepadores. Foi um final justo para o campeoníssimo espanhol que se despediu da melhor forma em casa, depois de uma carreira em que foi talvez o melhor voltista da sua geração.

Um outro dia que marcou a temporada foi a vitória de Lilian Calmejane na oitava etapa do Tour de France. Com Thomas Voeckler a terminar carreira nesse mesmo Tour e Sylvain Chavanel já longe dos seus melhores dias, os francesas procuravam um novo ídolo para a incansável combatividade e a busca por etapas nas fugas da Grande Boucle. O novo herói surgiu na pele de Calmejane que confirmou todo o ‘panache’ que os gauleses adoram ao vencer em fuga com paragem com cãibras bem perto do fim que deixou toda a gente com coração nas mãos, mas retomaria a marcha e impediria o aproximar de Gesink.

O domínio da W52/FC Porto na Volta foi avassalador Fonte: Volta a Portugal
O domínio da W52/FC Porto na Volta foi avassalador
Fonte: Volta a Portugal

A nível nacional, o momento chave da época foi a etapa da Torre da Volta a Portugal, em que a W52/FC Porto deu o golpe final nas aspirações das outras equipas a vencer a Grandíssima chegando à dobradinha com Amaro Antunes e Raul Alarcon e com uma vantagem rara de se ver nos tempos de hoje. Os azuis e brancos dominaram durante toda a época e a Volta não foi exceção, mas o que estes dois ciclistas, com grande ajuda de Ricardo Mestre, fizeram neste dia foi um selo de autoridade impressionante.

Pouco atrás nesta decisão fica a vitória de Amaro Antunes no Alto do Malhão na Volta ao Algarve. Na prova mais bem frequentada do calendário nacional, há anos que as equipas da casa eram incapazes de terem influência na corrida, mas o Algarvio quebrou a malapata e, além da vitória na última etapa, carimbou uma exibição sólida que prenunciava a grande temporada que teria e que culminaria com a sua transferência para os polacos da CCC.

O outro momento marcante da temporada lusa, mas pelos piores motivos, foi o que se passou no GP do Dão, em que problemas na transição entre a zona de jurisdição da GNR para a PSP viram a segunda etapa da prova ser parada por falhas de segurança. Com os elevados custos que o policiamento tem para as organizações das provas, este tipo de situações é inaceitável e envergonha modalidade. Como se isso não bastasse, levou ainda ao fim da prova, tornando ainda mais curto o calendário português.

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Foto de Capa: Peter Sagan

 

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