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Cabeçalho modalidadesA distinção de melhor prova do ano tem de ir para La Vuelta, a última Grande Volta da temporada. Foi uma corrida repleta de espetáculo, com emoção todos os dias e o extra da retirada de Alberto Contador. Foi a prova de três semanas mais interessante de acompanhar dos últimos anos e trouxe uma boa luta entre Froome e Nibali e a confirmação de alguns jovens valores como Miguel Angel Lopez e Wilco Kelderman.

Em segundo lugar, fica a Ronde van Vlaanderen, a Volta a Flandres, um dos Cinco Monumentos e conhecida como a prova com os melhores e mais fanáticos adeptos na borda da estrada. Infelizmente, acabaria por ser um dos adeptos que, com um casaco mal colocado, levaria à queda de Sagan, Naesen e Avermaet, colocando ainda mais drama na cavalgada épica de Philippe Gilbert para a vitória. E que melhor que o campeão belga a vencer a solo a maior das provas belgas para culminar um belo dia de ciclismo de ataque.

A fechar o podium fica o Criterium du Dauphiné, a tradicional prova de preparação para o Tour de France. Na edição de 2017, houve espetáculo e ataques nas montanhas, bem diferente do que veríamos no mês seguinte na maior prova do calendário. Richie Porte foi claramente o mais forte, mas um Froome que até apresentou debilidades mostrou-se mais aguerrido que o costume e foi incansável no ataque ao seu antigo escudeiro, com benefício para Jakob Fuglsang que teve um renascer da sua carreira e acabou por levar de vencidas duas etapas e a geral.

A luta inglória de Richie Porte marcou o Critérium du Dauphiné Fonte: Critérium du Dauphiné
A luta inglória de Richie Porte marcou o Critérium du Dauphiné
Fonte: Critérium du Dauphiné

Já em Portugal, a prova com mais emoção de acompanhar foi o Troféu Joaquim Agostinho, em que Amaro Antunes levou o triunfo final, depois de uma demonstração de qualidade de José Neves com o Sub23 a dar luta cara a cara aos elites. Numa prova em que todas as etapas trouxeram algo de interessante, o poder da W52/FC Porto esteve mais uma vez à vista, desgastando a jovem e inexperiente Liberty Seguros – Carglass até levar Amaro à vitória final, feito ainda maior já que o trepador azul e branco havia caído no prólogo, perdendo aí tempo importante.

Outra prova marcante foi, como habitual, a Volta ao Algarve. A única prova portuguesa a conseguir presença de algumas das maiores figuras mundiais da modalidade é sempre especial para o público português e, este ano, foi ainda mais pela boa exibição das equipas portuguesas com, mais uma vez, Amaro Antunes à cabeça. Os estrangeiros também estiveram à altura e Roglic e Kwiatkowski presentearam-nos com uma luta pela Classificação Geral com interesse até aos últimos metros.

Finalmente, o pódio fica completo com o GP Jornal de Notícias. Além da presença em forma de nomes maiores do pelotão nacional como Daniel Mestre e Raul Alarcon, que venceria a Geral da prova, o que mais faz esta prova de escalão inferior se destacar é a capacidade da organização de inovar no percurso e dar um espetáculo diferente aos adeptos que acompanham a prova. O contrarrelógio coletivo noturno do primeiro dia ou a utilização da subida ao Alto da Franqueira são bons exemplos da importância que um bom desenho das etapas pode ter no sucesso ou falhanço de uma prova.

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