O período das clássicas da Primavera já começou e as vitórias da equipa da Deceuninck-Quick-Step não param de aparecer. Depois da transferência de uma das suas principais figuras nas clássicas para a Direct Energie, neste caso, o holandês Niki Terpstra, poderíamos pensar que a equipa ficaria mais fragilizada nesta especialidade, mas não é o que têm demonstrado.

O primeiro fim de semana de Março deu a abertura às clássicas, com a Omloop Het Nieuwsblad no sábado e no domingo com a Kuurne-Brussels-Kuurne.

No sábado, foi Zdenek Stybar a ganhar, conseguindo sempre responder às movimentações de Greg Van Avermaet e dos restantes elementos de um grupo já reduzido. Quando se apercebeu que o grupo onde seguia não cooperava, o checo decidiu arrancar no momento certo para a vitória. Demonstrou astúcia e uma leitura de corrida impressionante!

No domingo, foi a vez do luxemburguês da equipa fazer as delícias dos patrocinadores. Num grupo com cinco ciclistas na frente da corrida, Bob Jungels decidiu lançar-se na frente, numa tentativa a solo, quando faltavam menos de dez quilómetros para o final. Os restantes adversários nunca mais o conseguiram alcançar e sendo assim foi a segunda vitória em duas possíveis para a equipa belga, num fim de semana mágico.

Alguns dias depois, em nova clássica belga, desta feita a Le Samyn, onde Terpstra tinha ganho em 2018, foi a vez de Florian Sénéchal conseguir a sua primeira vitória da carreira a nível profissional.  Ganhou ao sprint num grupo já reduzido e com a ajuda de Pieter Serry e Tim Declerq até aos momentos derradeiros, tudo se tornou mais fácil.

No entanto, uma das principais motivações do atleta francês foi o facto de ter sido o aniversário da sua namorada e desta lhe ter pedido a vitória na véspera da corrida como sua prenda de aniversário. Uma curiosidade interessante e certamente que Sénéchal não irá esquecer aquele dia. Parece que o amor também consegue mover rodas!

Sénéchal com a sua namorada no final da prova
Fonte: Deceuninck – Quick-Step

Na Strade Bianche, em terras italianas, para muitos uma das clássicas mais bonitas do ciclismo, foi o francês Julian Alaphilippe a ganhar de forma impetuosa. Depois das constantes tentativas de ataque de Jakob Fuglsang ( Astana Pro Team) que se encontra num grande nível, foi apenas na dificuldade final com pendentes com 16% de inclinação que Alaphilippe ultrapassou o dinamarquês na parte final da subida e amealhou mais uma vitória para o seu palmarés. O francês que já afirmou querer ganhar o máximo de provas possíveis.

Conseguiram quatro vitórias em quatro clássicas possíveis, apresentando toda a equipa  um nível bastante elevado no início desta temporada e aumentaram assim as expetativas para saber o que irão fazer nas próximas provas. Em 2018, Yves Lampaert ganhou a Dwars dood Vlaanderen, mais tarde já nas Ardenas, Alaphilippe ganhou a Flèche Wallonne e Bob Jungels a Liège- Bastogne-Liège, será que é para repetir?

A Deceuninck- Quick-Step encontra-se em segundo lugar na classificação por equipas, em número de vitórias, só superada por uma extraordinária Astana neste ano de 2019. A equipa belga vem defendendo o título anual de conjunto com mais vitórias desde 2012!

Foto de Capa: Deceunink – Quick-Step

Comentários