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O colombiano até começou a época em grande forma. Na sua preparação para o Giro o ciclista da Movistar começou com vitórias na Volta a la Comunitat Valenciana com uma etapa e a classificação geral, vencendo depois em Itália o renomado Tirreno – Adriático com a vitória na chegada a mítica subida de Terminillo a ser decisiva para a sua vitória na prova.
Por tudo isto, Quintana apresentava-se em grande forma e como grande favorito à conquista do Giro.
Com alguma concorrência de renome, como os casos de Nibali, Mollema, Zakarin , Pinot e Dumoulin, Quintana cedo começou a sentir dificuldades, na etapa a terminar no Etna, não foi o melhor colocado dos principais favoritos, ficando na dúvida se o colombiano se estava a guardar para as maiores dificuldades que ainda estavam por vir.
Chegada a 9º etapa na subida ao Blockhaus, Quintana mostra toda a sua superioridade na alta montanha e tem uma vitória categórica perante toda a sua concorrência. Esta vitória tinha também outro significado, sabendo das suas dificuldades no contra relógio era crucial ganhar bastante tempo aos seus adversários, isto porque a próxima etapa trazia-nos um contra-relógio de 40km.
Mas mais uma vez Quintana mostrou o porquê de não ser um dos melhores voltistas em provas onde incluam contra-relógios extensos, pois perdeu para Tom Dumoulin quase 3 minutos, e isto numa prova de 3 semanas paga-se caro.
Quintana ainda tentou agarrar o primeiro lugar do Giro mas o mal estava feito, e a derrota no Giro foi como um murro no estômago para a Movistar e para os fãs do colombiano.

Fonte: http://cyclingpro.net
No Tour se muitos pensavam que o colombiano podia mostrar outra imagem, enganaram-se. A prestação do homem da Movistar foi pior que aquilo que se esperava, poderemos dizer que fazer o Giro e Tour não é para todos e de facto pela performance de Quintana essa afirmação faz todo o sentido. O resto de 2017 de Quintana foi um autêntico vazio de provas e resultados, onde se destaca um 5º lugar na clássica Milan – Torino.
Se a minha crítica fosse baseada na prestação do colombiano apenas nos resultados poderia até estar a ser injusto mas a imagem que Quintana deu e continua a dar na sua carreira é de uma impotência e inoperância gritante em assumir a liderança de uma prova ter uma postura atacante, preferindo antes uma postura segura e retraída andando atrás da roda dos adversários, postura essa que faz com que deixe de ter muitos fãs,por outras palavras, falta postura de campeão a Quintana.
Esta é a minha análise da desilusão da época a nível internacional.
No panorama nacional Gustavo Cesar Veloso é para mim a grande decepção deste ano.
Depois de na época passada o bi-vencedor da Volta a Portugal em Bicicleta ter terminado a grandíssima no segundo lugar atrás do seu colega Rui Vinhas, este ano de 2017 o registo não foi ainda pior.
Em todas as provas que participou, o espanhol teve sempre muito discreto e não mostrou a qualidade de outros tempos, a juntar a isso também as super prestações do seu companheiro e compatriota Raúl Alarcón puseram em causa a liderança na W52/FC Porto para a Volta a Portugal.
Chegávamos então à maior prova a nível nacional e Veloso claudicava logo no na segunda etapa perdendo 11s para Alarcón e dando já à liderança da equipa ao ciclista natural de Valência.

Fonte W52-FC Porto – Mestre da Cor
O fantasma de 2016 começa a pairar sobre Veloso e na etapa da Sra. da Graça mais uma demonstração de fragilidade do ciclista galego terminando a etapa na 6.ª posição.
Pese embora os resultados nas etapas seguintes indicarem uma grande recuperação, a chegada à serra da estrela na penúltima etapa ditou a morte do artista. Num dia para esquecer o galego terminou num nada expectável 60º lugar a 42 minutos do vencedor da etapa Amaro Antunes e de Raul Alarcón que terminara com o mesmo tempo do português. Foi o cantar do cisne, num terreno onde sempre se mostrou à vontade que o galego deitou por terra a sua grande ambição da época. Mesmo com a vitória na última etapa no contra-relógio em Viseu o mal já estava feito e o galego foi para casa com um nada honroso 24.º lugar.
Uma desilusão para mim claro, que o bi-campeão da Volta à Portugal e chefe de fila da sua equipa, não se consiga superiorizar já por duas vezes aos seus companheiros de equipa, e fora a Volta a Portugal o galego não demonstrou qualidade suficiente para liderar a W52/FC Porto.
Conseguirá Veloso uma terceira vitória na Grandíssima? A caminho dos 38 anos é difícil mas não impossível, o grande obstáculo terá muito a ver com a sua questão mental e física e claro, se Raúl Alarcón mostrar o nível deste ano o galego vai ter de se superar ainda mais.
Foto de Capa: Carro Vassoura












