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Cabeçalho modalidadesConsidero Nairo Quintana a grande desilusão do ciclismo no ano 2017. A minha opinião baseia-se na prestação do colombiano nas provas que tinha como objectivo vencer e que por incapacidade sua não as conseguiu vencer.

O colombiano até começou a época em grande forma. Na sua preparação para o Giro o ciclista da Movistar começou com vitórias na Volta a la Comunitat Valenciana com uma etapa e a classificação geral, vencendo depois em Itália o renomado Tirreno – Adriático com a vitória na chegada a mítica subida de  Terminillo a ser decisiva para a sua vitória na prova.

Por tudo isto, Quintana apresentava-se em grande forma e como grande favorito à conquista do Giro.

Com alguma concorrência de renome, como os casos de Nibali, Mollema, Zakarin , Pinot e Dumoulin, Quintana cedo começou a sentir dificuldades, na etapa a terminar no Etna, não foi o melhor colocado dos principais favoritos,  ficando na dúvida se o colombiano se estava a guardar para as maiores dificuldades que ainda estavam por vir.

Chegada a 9º etapa na subida ao Blockhaus, Quintana mostra toda a sua superioridade na alta montanha e tem uma vitória categórica perante toda a sua concorrência. Esta vitória tinha também outro significado, sabendo das suas dificuldades no contra relógio era crucial ganhar bastante tempo aos seus adversários, isto porque a próxima etapa trazia-nos um contra-relógio de 40km.

Mas mais uma vez Quintana mostrou o porquê de não ser um dos melhores voltistas em provas onde incluam contra-relógios extensos, pois perdeu para Tom Dumoulin quase 3 minutos, e isto numa prova de 3 semanas paga-se caro.

Quintana ainda tentou agarrar o primeiro lugar do Giro mas o mal estava feito, e a derrota no Giro foi como um murro no estômago para a Movistar e para os fãs do colombiano.

Vitória de Quintana na chegada à Terminillo Fonte: http://cyclingpro.net
Vitória de Quintana na chegada à Terminillo
Fonte: http://cyclingpro.net

No Tour se muitos pensavam que o colombiano podia mostrar outra imagem, enganaram-se. A prestação do homem da Movistar foi pior que aquilo que se esperava, poderemos dizer que fazer o Giro e Tour não é para todos e de facto pela performance de Quintana essa afirmação faz todo o sentido. O resto de 2017 de Quintana foi um autêntico vazio de provas e resultados, onde se destaca um 5º lugar na clássica Milan – Torino.

Se a minha crítica fosse baseada na prestação do colombiano apenas nos resultados poderia até estar a ser injusto mas a imagem que Quintana deu e continua a dar na sua carreira é de uma impotência e inoperância gritante em assumir a liderança de uma prova ter uma postura atacante, preferindo antes uma postura segura e retraída andando atrás da roda dos adversários, postura essa que faz com que deixe de ter muitos fãs,por outras palavras, falta postura de campeão a Quintana.

Esta é a minha análise da desilusão da época a nível internacional.

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