A primeira clássica belga da temporada no World Tour tinha grau de dificuldade baixo e as condições meteorológicas amenas – apenas se registou algum vento – contribuíram para isso.

A primeira parte da corrida foi marcada por vários ataques na tentativa de constituir uma fuga, mas nenhum deles teve sucesso. A mais capaz entre as ofensivas foi a campeã nacional Daniela Reis, que conseguiu manter-se durante alguns quilómetros em solitário face ao pelotão, demonstrando estar a ficar em forma.

No entanto, com o passar dos quilómetros, começaram a ser as atletas de maior valia a tomar conta da corrida, mas não sem antes todo o pelotão ter sido parado numa passagem de comboio.

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Essas mexidas foram criando cortes no grupo e a líder da Juventude do World Tour, Sofia Bertizzolo, aproveitou para passar para a frente, tentando surpreender à distância.

O pelotão é que não estava para se deixar levar e, com uma Boels-Dolmans empenhada em fazer diferenças, continuou a puxar a alto ritmo. De pouco serviria, porque os grupos acabariam por reagrupar e, à entrada dos últimos 20 quilómetros, a WNT-Rotor de Wild e Brennauer pegou na corrida na perspetiva de uma chegada compacta.

Apesar de uma queda envolvendo Brand e Brown à entrada dos dez mil metros finais, não haveria como evitar o sprint. A Sunweb e a Trek lideraram nos metros finais para colocar as suas velocistas, mas foi a estrela da pista Kirsten Wild quem apareceu um nível acima para conquistar um belo triunfo.

Marta Bastianelli terminou em sétimo e reforçou o estatuto de líder do World Tour, aumentando ligeiramente a vantagem para Marianne Vos, que, ainda assim, também fechou entre as dez melhores.

Classificação

  1. Kirsten Wild (WNT-Rotor) 3:13:07
  2. Lorena Wiebes (Parkhotel Valkenburg) m.t.
  3. Lotte Kopecky (Lotto Soudal) m.t.
  4. Lotta Lepisto (Trek-Segafredo) m.t.
  5. Susanne Andersen (Sunweb) m.t.