

A semana de competição do Giro d’Italia começou com a 4.ª etapa, onde Jhonatan Narváez (UAE Team Emirates XRG) foi o mais rápido num final ao sprint em Cosenza. O equatoriano superiorizou-se a Orluis Aular e a Giulio Ciccone (Lidl-Trek). Graças às bonificações, Ciccone tirou a Maglia Rosa a Thomas Silva, que quebrou na dura subida para Cozzo Tunno.
Na 5.ª etapa (Praia a Mare a Potenza), sob chuva intensa e o caos de várias quedas, a liderança geral mudou novamente de mãos num desfecho quase irreal. Igor Arrieta (UAE Team Emirates-XRG) venceu a tirada apesar de ter sofrido uma queda a 12 km da meta. Na perseguição pela vitória esteve Afonso Eulálio (Bahrain Victorious), que também caiu perto do fim e cruzou a meta em segundo lugar. Contudo, após Giulio Ciccone ter ficado isolado e cedido na subida ao Montagna Grande di Viggiano, o jovem português assumiu a Maglia Rosa, tornando-se apenas no terceiro português da história (após Acácio da Silva e João Almeida) a consegui-lo.
A 6.ª etapa, desenhada para velocistas com chegada a Nápoles, trouxe novamente as quedas para o centro das atenções. O piso empedrado e escorregadio causou uma razia de corredores na última curva a 400 metros do fim. Davide Ballerini (XDS Astana) conseguiu evitar o caos por dentro da curva e correu para uma vitória inesperada, superando Jasper Stuyven e Paul Magnier. Afonso Eulálio passou incólume ao acidente e manteve a liderança da corrida.
A aguardada 7.ª etapa introduziu a alta montanha com a temível escalada ao Blockhaus. O grande favorito, Jonas Vingegaard (Visma | Lease a Bike), confirmou a sua superioridade atacando a 5,5 km do topo para triunfar a solo, deixando Felix Gall a 13 segundos de distância na segunda posição. Afonso Eulálio geriu admiravelmente a sua subida, cortando a meta no 15.º posto a 2’55” do dinamarquês. Esta gestão de esforço valeu a manutenção da Maglia Rosa por 3 minutos e 17 segundos face ao ciclista da Visma.
Na 8.ª etapa, a UAE Team Emirates-XRG voltou a festejar através de Jhonatan Narváez, que bisou na prova após deixar Andreas Leknessund para trás nos temíveis e inclinados “muros” da região de Marche. Num dia complicado por ventos laterais, Afonso Eulálio não só segurou a liderança, como esteve ativo, animando a corrida ao atacar no muro da Via Reputolo para honrar a sua camisola, mantendo Vingegaard alerta.
Na 9.ª etapa, que terminou no cume do Corno alle Scale, Vingegaard impôs novamente a sua força superando Felix Gall e alcançou a sua segunda vitória. O líder português passou por um autêntico teste de resistência, descrevendo a subida como um puro exercício de “sobrevivência” no qual andou “no limite”. Ainda assim, Eulálio perdeu apenas o tempo que havia antecipado (dois a três minutos) e entrou no primeiro dia de descanso com a camisola rosa ainda no corpo, garantindo pouco mais de três minutos de vantagem na geral.

