A primeira etapa em linha da Volta a Portugal teve ligação entre Miranda do Corvo e Leiria, numa extensão de 174.7 quilómetros. Marcou a estreia de Miranda do Corvo como zona de partida de uma Volta. Em Leiria, a Volta a Portugal já teve três chegadas, mas foram todas elas sempre em contrarrelógio individual. Com um teórico final para os sprinters, estes teriam que estar bem colocados depois da última rotunda, que antecedia a reta da meta (cerca de 600 metros), para chegar à vitória. O italiano Davide Appollonio venceu ao sprint este ano a primeira etapa em linha.

Fonte: Volta a Portugal

Desde cedo que tivemos uma fuga, foram quatro homens que procuraram atacar, mal a etapa tinha começado. David Ribeiro (LA Alumínios-La Sport), Peio Goikoetxea (Equipo Euskadi), Mathias Reutmann (Swiss Racing Academy) e Gaspar Gonçalves (Miranda-Mortágua). A diferença da fuga rapidamente aumentou para mais de doze minutos, devido à fraca velocidade imposta no pelotão. Na passagem pela primeira Meta Volante da Volta, na serra da Lousã, Gaspar Gonçalves foi o primeiro a passar, seguido de David Ribeiro e de Goikotxea. O espanhol Goikotxea viria a ganhar três contagens de montanha, tornando-se assim no primeiro rei da montanha desta edição da Volta.

Com o trabalho da equipa do líder, a W52-FC Porto, o tempo caiu para os sete minutos.  Mais tarde a equipa da Vito-Feirense-PNB ajudou na perseguição, com o intuito de levar João Matias à vitória na etapa, retirando muito tempo à frente da corrida. A Euskadi-Murias e a Caja Rural quiseram dar também uma ajuda para acabar de vez com a fuga. Com Goikotxea e David Ribeiro para trás, só restavam na frente o suíço e o português do Miranda-Mortágua, que foram alcançados nos últimos dois quilómetros de corrida.

Na entrada dos últimos três quilómetros, o líder da Arkéa-Samsic, Brice Feillu, acabou por ter um percalço, mas foi avisado de pronto pelo comissário de corrida que não iria perder tempo, isto porque, já se encontrava dentro dos 3000 mil metros finais e a partir daqui os tempos são iguais aos do primeiro grupo que cortar a meta.

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Um pouco mais à frente, houve uma queda em que ficaram envolvidos vários elementos da Efapel, incluindo o líder Jóni Brandão, mas também o camisola amarela Samuel Caldeira, que acabou por manter a liderança, visto que a queda ocorreu nos últimos dois quilómetros.

O sprint foi lançado pela equipa da Israel Cycling Academy, que entraram a comandar o pelotão na viragem para a meta, com August Jensen a lançar o sprint, Davide Appollonio acabou por responder vindo de trás, batendo toda a concorrência. Em segundo lugar ficou Daniel Mestre (W52-FC Porto) e em terceiro Matteo Malucelli da Caja Rural.

Samuel Caldeira, o camisola amarela, esteve envolvido numa queda, mas nada aconteceu ao mesmo
Fonte: Volta a Portugal

Na geral individual, não houve grandes mexidas nesta etapa. A assinalar no top 10, a troca de lugares de João Matias e de Daniel Mestre, que trocaram o décimo e o nono lugar entre si.

Nota ainda para a desistência de Fabio Duarte (Medellin), que caiu no prólogo, fraturando a clavícula e não partiu para a etapa em Miranda do Corvo. Óscar Sevilla caiu hoje também e ficou com algumas escoriações no corpo. O espanhol de 42 anos acabou por ir várias vezes ao carro no dia de hoje para saberem qual era a sua situação médica. A Medellín que apenas inscreveu seis ciclistas, em sete possíveis, ficou privada de Fabio Duarte e os problemas a continuarem, agora com Sevilla.

Top 10 da etapa 1:

Davide Appollonio (Amore& Vita-Prodir) 4h:47m:08s

2º Daniel Mestre (W52-FC Porto) m.t

Matteo Malucelli (Caja Rural) m.t

August Jensen (Israel Cycling Academy) m.t

Daniel Freitas (Miranda-Mortágua) m.t

6º Alexander Grigoryev (Sporting-Tavira) m.t

7º Lukas Ruegg (Swiss Racing Academy) m.t

8º Marco Tizza (Amore&Vita-Prodir) m.t

9º Mikel Aristi (Euskadi Murias) m.t

10º Bram Welten (Team Arkéa-Samsic) m.t