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Um dia de subida ao mítico Alto da Torre, na Serra da Estrela. Uma etapa que partia da Pampilhosa da Serra, município estreante na Volta, com uma extensão de 145 quilómetros, com cinco contagens de montanha.

No começo da etapa, os ciclistas teriam uma montanha de segunda categoria no Soeirinho, de 6,8 quilómetros e 6,5% de inclinação média. Depois, mais uma montanha de terceira categoria na Portela de Unhais, uma subida de quarta categoria na Abatureira e a penúltima dificuldade do dia, em Erada, com uma subida de segunda categoria. Depois os ciclistas seguiam em direção à última dificuldade do dia, passando pelas Penhas da Saúde.

A subida ao Alto da Torre seria passada pelo lado mais complicado, ou seja, pela zona da Covilhã. Esta subida final até à meta era um dos pontos-chave para ganhar tempo na geral individual. Os 20,5 quilómetros com uma pendente médio de 6,4%, não deixam ninguém indiferente. As primeiras rampas são as mais complicadas, a meio da subida, esta torna-se mais “meiga” para os ciclistas e na fase final voltam a subir um pouco as pendentes, com o agravar da altitude, esta subida é temível.

A última vez que a subida à Torre tinha sido feita foi no ano de 2015. Ano em que Delio Fernández levou a melhor, sendo o segundo lugar para o seu colega de equipa, Gustavo Veloso, e em terceiro Jóni Brandão.

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O último português a ganhar aqui tinha sido Rui Sousa em 2014, na altura corria pela Rádio Popular.

Etapa rainha, etapa de decisões! João Rodrigues foi o mais decidido na altura da verdade e acabou por ganhar no sprint final.

Etapa 4: Pampilhosa da Serra- Torre                                                                   
Fonte: Volta a Portugal

O dia começou com uma fuga inicial: Luis Gomes e Pablo Guerrero (Rádio Popular Boavista), Antonio Soto (Equipo Euskadi), Mathias Reutmann (Swiss Racing Academy) e Domingos Gonçalves (Caja Rural). A fuga tinha começado com mais nomes, mas estes foram descartados pelos cinco ciclistas da fuga principal. Luis Gomes foi o homem do dia nesta fuga, passando na frente nos quatro prémios de montanha.

A presença de Domingos Gonçalves na fuga deixava a equipa do líder em estado de alerta, visto que tinha apenas 23 segundos de atraso para Veloso. A W52- FC Porto liderou a parte inicial da etapa, com Samuel Caldeira e Daniel Mestre a assumirem as despesas, nunca deixando a fuga ganhar mais do que dois minutos.

A fuga foi apanhada nas primeiras rampas da Covilhã à excepção de Domingos que prolongou por mais alguns metros a sua iniciativa. O ritmo inicial da subida foi aumentado pelas equipas da Efapel e da Israel, causando as primeiras quebras no pelotão.

No entanto, antes do início da subida Alejandro Marque (SCP-Tavira) ficou para trás devido a um toque na sua bicicleta tal como Edgar Pinto (W52) mais à frente, que sofreu do mesmo.

Lá na frente, Aviludo-Louletano impunha um ritmo forte com Óscar Hernández na frente a trabalhar para o seu líder, De Mateos.

A Louletano não estava contente e com o fim do trabalho de Hernández foi Luís Fernandes quem atacou, para andar a solo na frente durante alguns quilómetros, chegando mesmo a alcançar uma vantagem de mais de um minuto.

Edgar Pinto regressou ao grupo principal e impôs o ritmo na ajuda ao camisola amarela. Ricardo Mestre fez grande parte da subida final e ajudou a conservar e a manter uma vantagem segura para quem atacava.

Os homens do Boavista estavam irrequietos, Daniel Silva, João Benta e David Rodrigues atacaram várias vezes, mas nunca obtiveram sucesso. David Rodrigues atacou quatro vezes durante a subida. João Rodrigues (W52-Porto) e Jóni Brandão ainda se procuraram mexer, mas tiveram sempre resposta à altura.

A W52-Porto controlou a seu belo prazer o resto da subida até ao último quilómetro. Nessa altura foi Henrique Casimiro (Efapel) quem rebocava o grupo, com Jóni (Efapel) na sua roda.

David Rodrigues procurava distanciar-se na frente, Montoya (Medellín) tentou sair do grupo dos favoritos para a vitória, mas na altura da decisão, João Rodrigues saiu bem e acabou por ser o mais explosivo no final. Gustavo Veloso terminou em segundo lugar a um segundo e Jóni Brandão ficou em terceiro a cinco segundos. Nos últimos metros houve um choque entre Edgar Pinto (W52) e De Mateos (Aviludo), em que o ciclista do Porto acabou por ir ao chão. De Mateos perdeu 12 segundos e Edgar terminou a prova a pé, a 56 segundos do primeiro.

Veloso acabou por consolidar a sua liderança. Apenas perdeu tempo para o seu colega de equipa e ganhou tempo a toda a concorrência. Agora tem 13 segundos de vantagem para João Rodrigues e 20 segundos para De Mateos.

Esta etapa pecou pela falta de ataques no grupo dos favoritos. Jóni Brandão estava com poucas pernas para a subida, mas contou com a ajuda preciosa de Casimiro. A equipa da Boavista tentou muito, mas nunca com sucesso, contudo, certamente ainda haverá etapas em que ainda serão protagonistas.

Uma das equipas destaque desta etapa foi a Aviludo-Louletano. Procurou e atacou, trabalharam para a vitória, onde não obtiveram sucesso, mas colocam De Mateos no terceiro lugar da geral individual.

Edgar Pinto foi o azarado do dia, teve dois percalços, um dos quais, acabou por fazê-lo perder muito tempo na geral.

Para além da camisola amarela de Veloso, Daniel Mestre (W52) manteve a camisola verde. David Ribeiro (RPB) colocou-se em segundo lugar na montanha, com os mesmos pontos de Peio Goikoetxea (Equipo Euskadi), que segue líder. Emanuel Duarte, o jovem da equipa LA Alumínios passou para o primeiro lugar da camisola da juventude. A W52-FC Porto lidera na classificação por equipas.

Gustavo Veloso mantém a amarela                                                    
Fonte: Volta a Portugal

Top 10 da etapa 4:

1º lugar- João Rodrigues (W52-FC Porto) 4h:20m:36s

2º lugar- Gustavo Veloso (W52-FC Porto) +0:01s

3º lugar- Jóni Brandão (Efapel) +0:05s

4º lugar- Henrique Casimiro (Efapel) m.t

5º lugar- De Mateos (Aviludo-Louletano) +0:12s

6º lugar- Cristhian Montoya (Medellín) +0:18s

7º lugar- Luis Fernandes (Aviludo-Louletano) +0:20s

8º lugar- João Benta (RPB) m.t

9º lugar- David Rodrigues (RPB) +0:23s

10º lugar- Frederico Figueiredo (SCP. Tavira) +0:27s

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