Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
Publicidade

O curioso caso de Sofia Bertizzolo

José Baptista · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A jovem italiana Sofia Bertizzolo é vista como uma das grandes promessas do ciclismo mundial e, aos 22 anos, parece ter um futuro brilhante pela frente. Este ano, demonstrou bem o porquê de merecer tanta expectativa com alguns bons resultados, em especial o quarto posto na Ronde van Vlaanderen, que contribuiu para finalizar o ano no podium da Juventude do ranking World Tour.

No entanto, a preparação para a próxima época não correu da forma esperada. Em agosto, a italiana foi anunciada como reforço da Movistar, com Eusebio Unzué a afirmar que esta tinha sido a prioridade no ataque ao mercado. No entanto, no final de novembro, a equipa anunciaria que Bertizzolo já não se juntaria ao conjunto telefónico. A italiana tem um contrato de trabalho com a Polícia do seu país e para cumprir os requisitos da UCI no seu contrato com a Movistar teria de usar um regime que a lei espanhola não permite.

Bertizzolo acabaria por resolver rapidamente a sua situação e encontrar uma nova casa no holandesa CCC-Liv, mas este episódio deixa bem a nu duas fragilidades do sistema com que nos deparámos.

Bertizzolo vai representar a CCC-Liv em 2020
Fonte: CCC-Liv Team

Desde logo, as mudanças operadas pela UCI para esta temporada são uma das razões para esta ocorrência e, apesar de no geral serem bem-intencionadas, revelam duas grandes falhas. Primeiro, são apressadas e bruscas, quando deviam ser mais graduais e realistas. O crescimento que hoje vemos no ciclismo feminino foi possível pelo trabalho realizado pela direção anterior de Brian Cookson, que tratou a vertente com o devido respeito e paulatinamente a levou na direção do patamar merecido. Segundo, continuam a existir falhas destas em que equipas e ciclistas são postos perante obrigações sem sentido ou até mesmo, como neste caso, irrealizáveis.

O que também podemos ver é como as leis restritivas de um país podem ter consequências gravosas na vida dos atletas e das pessoas. Neste caso, uma equipa espanhola de topo perdeu a oportunidade de contar com um dos nomes que marcará os próximos anos da sua modalidade, mas quantas oportunidades perderão no quotidiano os cidadãos comuns por leis destas?

 

Foto de Capa: Team Virtu Cycling

Artigo revisto por Joana Mendes

José Baptista

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.