Com o futuro incerto da Team SKY para 2020, após o anúncio que a cadeia de televisão fez, não apresentando interesse em continuar com o projeto, chegou o investimento do homem mais rico do Reino Unido, Jim Ratcliffe.

Jim Ratcliffe é dono de uma empresa petrolífera, a INEOS, sendo este o nome do novo patrocinador da Team SKY para os próximos anos. O bilionário Ratcliffe tentou adquirir o Chelsea (clube de futebol) em 2017, mas acabou por não conseguir. Consequentemente, comprou o FC Lausanne da liga suiça de futebol e ainda possui um investimento numa equipa de vela. Está mais que visto que é um homem dado ao desporto.

O orçamento anual prometido por parte do comprador atinge o triplo do orçamento atual da Team SKY! Dá que pensar…  São ser cerca de 45 milhões de euros anuais que irão estar disponíveis para ajudar a equipa a cumprir os objetivos. O orçamento atual da SKY ronda os 15 milhões de euros anuais.

Para muita gente ligada ao ciclismo, como o Diretor da EF Education First, a opinião sobre uma possível inclusão de um limite máximo sobre os orçamentos das equipas seria aceitável, visto que a equipa britânica vai poder comprar todos os melhores ciclistas/staff do mundo com uma “Wall of Money” a que o próprio chamou de impenetrável.

Assimm se a equipa não conseguir ganhar com Froome, pode tentar com Thomas. Se não der com nenhum dos dois, pode ser Bernal ou então Kwiatkowski, e assim sucessivamente.

O presidente da UCI, David Lappartient, já admitiu ser boa ideia a inclusão de um limite máximo no orçamento das equipas (de forma geral), sem que isso tivesse impacto direto num salário de um ciclista, não havendo limite de salário por indivíduo.

O futuro da SKY está assegurado. Apesar de não terem o mesmo nome vão poder continuar com a mesma estrutura, staff e com os ciclistas que já apresentavam. Nem todas as equipas no mundo do ciclismo podem dizer o mesmo.

Bernal, o jovem que ganha cada vez mais o seu espaço dentro da SKY Fonte: Team SKY

Com este teto salarial, a equipa deverá manter as suas pérolas dentro da equipa. Casos de Froome, Geraint Thomas e Egan Bernal deverão ser prioridades para futuras renovações.

Froome “só” ganhou a Volta à França quatro vezes, uma Volta a Itália e uma Volta a Espanha. Thomas ganhou a Volta à França no ano passado e Egan Bernal tem apresentado um nível de forma e de maturidade muito elevados para um jovem de 22 anos, ganhando já o Paris-Nice nesta temporada e com excelentes classificações na Volta à Colômbia e na Volta à Catalunha. É, sem dúvida alguma, um dos jovens de que mais se fala atualmente no ciclismo. Para além dos ciclistas que já possuem nas suas fileiras, com o valor que a equipa tem para gastar é provável que possa haver contratações sonantes para fortalecer, ainda mais, o que já é forte.

Toda a estrutura da equipa ficou abalada com a possível extinção da equipa e a incerteza nas suas carreiras. Com o novo patrocínio, o futuro encontra-se mais assegurado e passa a haver outro tipo de incerteza. Será que a Team INEOS vai apresentar um reinado melhor que a Team SKY? Será que irá continuar a ser a equipa mais dominante do pelotão (Grandes Voltas) devido ao seu enorme orçamento?

A SKY deixa um legado com cerca de uma década. Com mais de 300 vitórias, incluindo classificações gerais, é, sem dúvida alguma, um nome no ciclismo que vai perdurar nas memórias dos adeptos desta modalidade. Possivelmente, quando ouvirmos falar de SKY, esta irá ser lembrada como “a equipa que todos queriam bater na Volta à França” ou então lembrar-nos-emos dos autênticos comboios da SKY, em alta montanha, nas grandes Voltas, dos quais ninguém conseguia sair, visto que era necessário “pedir permissão”.

Passará a ser Team INEOS a partir do início do mês de maio, mas é esperado que o espetáculo desta equipa britânica continue.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Team Sky

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