Conhecida como a Clássica das Folhas Caídas pela sua posição no calendário, a Il Lombardia fez jus à sua fama e as beiras das estradas do último Monumento da temporada encheram-se desses remanescentes dourados do verão agora já terminado.

Por entre elas, Thibaut Pinot confirmou o seu bom final de época com uma vitória que o vê finalmente entrar para o grupo dos grandes do ciclismo, ao conquistar apenas o segundo monumento do milénio para os franceses, a juntar ao triunfo do seu colega de equipa Arnaud Demare na outra grande clássica italiana, Milano – San Remo, em 2016.

Uma das belezas da Il Lombardia é o seu percurso ser alterado de ano para ano, com as dificuldades a aparecerem a momentos diferentes consoante a edição. Desta feita, o histórico e duríssimo Muro di Sormano surgiu ainda longe da meta, a cerca de 50 quilómetros para o final.

Foi aí que Primoz Roglic concluiu um belo trabalho da sua equipa com um potente ataque. A resposta veio pelo veterano Franco Pellizotti, que manteve o esloveno a uma curta distância até bem perto do fim da subida, quando o seu colega de equipa Vincenzo Nibali desferiu a sua resposta, levando consigo Pinot e estes dois chegariam isolados ao topo.

As descidas veriam Roglic e depois Egan Bernal chegarem-se ao grupo da frente. Roglic seria o primeiro a descolar e, pouco depois, os dois que restavam também não aguentaram um belo ataque de Pinot, que seguiu isolado para a meta. Nibali, o vencedor do ano passado, aguentaria para o segundo posto, enquanto um pequeno grupo decidiu o último lugar do podium, que ficou para Dylan Teuns.

Como habitual, foi uma linda maratona ciclística para concluir a temporada europeia. O espetáculo abundou, bem como os candidatos a salvar a época. Mas, no final, foi Thibaut Pinot a mostrar o quão bem se dá com os ares transalpinos (três das suas cinco vitórias do ano foram em Itália) e fechar com chave de ouro uma temporada em cujos altos superaram bastante os baixos.

Foto de Capa: Il Lombardia

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