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Após nove dias de corrida, chegou finalmente o primeiro dia de descanso para os ciclistas. Tivemos etapas planas e de média montanha, não houve espaço ainda para os homens da geral brilharem na alta montanha.
Contudo já tivemos quem conseguisse perder o Giro na primeira semana e quem tivesse sido protagonista pelas melhores razões.
A Volta a Itália começou com a vitória no contrarrelógio de Primoz Roglic, ele que é um dos principais favoritos, senão mesmo o maior favorito à vitória final. Ficou com a camisola rosa e ganhou tempo aos seus principais rivais: a Simon Yates, a Nibali e Miguel Ángel López/Tom Dumoulin.
A segunda etapa, acabou com um sprint poderoso do campeão germânico, Pascal Ackermann, contra os nomes importantes do sprint, o jovem da Bora-Hansgrohe não deu hipóteses e conquistou a sua primeira vitória em Grandes Voltas.
Na etapa três, ocorreu uma situação peculiar, isto porque Elia Viviani foi o primeiro homem a cortar a meta, mas acabou com uma desclassificação (a Organização considerou que o seu sprint foi irregular) e sendo assim Fernando Gaviria, que tinha cortado a meta em segundo, foi quem venceu a terceira etapa.
Richard Carapaz ganhou a quarta etapa, ele que adora correr o Giro de Itália, já tinha inclusive ganho uma etapa em 2018. Com uma queda no final a perturbar o pelotão, houve vários cortes, tendo muitos dos homens rápidos acabado por perder o contacto com a frente. O equatoriano aproveitou da melhor forma para amealhar uma vitória para a Movistar.
Tom Dumoulin caiu na etapa quatro e ficou muito combalido, não tendo acabado a quinta etapa do Giro (etapa do dia seguinte).
O homem da Bora, Ackermann, decidiu brilhar mais uma vez na quinta etapa, com o piso molhado, o alemão foi novamente o mais forte. Arrecadando assim a segunda vitória para a sua equipa.

Fonte: Giro d’Italia
As etapas seis e sete, foi onde as fugas tiveram espaço suficiente para alcançarem a vitória. Foi na etapa seis que um dos ciclistas sensação brilhou, no caso, Fausto Masnada. O homem da Androni alcançou a vitória depois de bater Valerio Conti no final da etapa. Com o sucesso desta fuga , mudou-se a camisola rosa de Roglic para Conti. O top dez foi revolucionado e Amaro Antunes que tinha andado na fuga do dia, acabou por ascender ao sexto lugar da geral individual.
Na sétima etapa, Pello Bilbao finalizou a fuga em grande, acabou por alcançar mais uma vitória para a equipa cazaque nesta temporada. Em termos de geral, houve poucas mudanças na classificação (dentro do top dez). No entanto, tivemos a desistência de alguns nomes importantes: Gaviria, Laurens de Plus e de Sacha Modolo.
O “Pocket Rocket”, de seu nome, Caleb Ewan, conquistou a oitava etapa. Num sprint em que bateu Elia Viviani e Pascal Ackermann, o australiano conquistou assim a sua quarta vitória nesta temporada, sendo esta a primeira vitória numa Grande Volta, pela sua nova equipa.
Ao nono dia, novamente um contrarrelógio individual, com o mesmo vencedor. Primoz Roglic voou para a vitória. Ganhou mais de um minuto para todos os seus adversários diretos. Para termos a noção, o segundo classificado, Victor Campenaerts, ficou a onze segundos do esloveno, no entanto, Bauke Mollema que ficou em terceiro, já perdeu um minuto para o primeiro lugar!
Roglic que estava em 12º lugar antes do contrarrelógio, subiu dez lugares e alcançou a segunda posição da geral. No entanto, ainda está a 1m:50s de Conti, que lidera a geral.
Amaro Antunes manteve-se no top dez, mesmo descendo uma posição. Está agora em sétimo da geral individual.

Fonte: Giro d’Italia
Destaques da semana: As duas vitórias de Pascal Ackermann e de Roglic. O alemão assume-se cada vez mais como um dos melhores sprinters do mundo, já o esloveno, cada vez mais é o nome forte nos contrarrelógios!
De destacar também, a conquista de Valerio Conti, ele que nunca tinha liderado numa Grande Volta, conquistou a camisola rosa e mantém a liderança, pelo menos até à décima etapa.
Por último, a integração do top dez da geral individual, do ciclista português. Amaro Antunes tem estado a um bom nível, vamos ver se consegue manter o mesmo ritmo nas semanas que se aproximam, que serão muito mais exigentes.
Por outro lado, no aspeto negativo, destaca-se a desistência de Tom Dumoulin. O Giro ficou claramente a perder e o espetáculo para quem vê ficou mais pobre, ele que era um dos principais favoritos à conquista da prova.
Para muitos a Volta a Itália “começa agora” e nesta segunda semana iremos ter alta montanha, onde é esperado que os homens da geral comecem a estabilizar-se no top dez.
Foto de Capa: Giro d’Italia









