À entrada da quarta temporada como líder da Canyon SRAM, Kasia Niewiadoma é um valor certo no mundo do ciclismo. Com resultados de qualidade desde muito jovem e ainda com apenas 26 anos, a polaca vai marcando o seu espaço, mas faltam-lhe mais grandes vitórias e um grande ano.

Até aqui, Kasia tem três grandes triunfos, o Women’s Tour, o Trofeo Alfredo Binda e a Amstel Gold Race. Todos são em provas importantes, mas não as mais destacadas do calendário e todos foram alcançados em anos distintos. Isso diz muito sobre a consistência e constante crescimento de Niewiadoma, mas também sobre a sua incapacidade – até agora – de se intrometer no espaço das grandes dominadores neerlandesas.

2020 foi um excelente exemplo disso, num calendário encurtado pela pandemia, não resgistou qualquer vitória, mas terminou quase sempre entre as dez melhores e, sobretudo, subiu finalmente ao podium do Giro Rosa com um respeitável segundo posto, atrás apenas de van der Breggen.

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Com Vos, Breggen e Vleuten a chegarem ao fim do seu tempo no ciclismo, Kasia é uma das principais candidatas a assumir o estatuto de estrela principal, mas, com as jovens Lippert e Wiebes a despontar, Jastrab a chegar aos elites e Uttrup Ludwig, ainda que mais inconstante que a polaca, a morder mais os calcanhares deste trio, Niewiadoma tem que dar o salto qualitativo necessário.

Dá-lo não é uma exigência. Niewiadoma é já uma corredora de excelência, o seu palmarés já é rico e, certamente, continuará a crescer. A dúvida que tem de desfazer é se, na sua geração, será a Blaak ou a van der Breggen, a excelente ou a sobrenatural. E a dúvida fica porque Kasia já mostrou a espaços que tem capacidade para chegar ao estrelato, veremos se o consegue fazer.

E que melhor forma de o fazer do que já este ano? Com as adições de Chloe Dygert e Mikayla Harvey, a Canyon está fortíssima e Kasia tem uma oportunidade para agarrar.

Foto de Capa: Canyon SRAM

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