O ciclista australiano Richie Porte conquistou o Critério do Dauphiné, em França, sendo esta a sua primeira conquista após o seu regresso, ao serviço da equipa britânica INEOS Grenadiers.

Aos 36 anos, Richie apresenta-se a um nível de excelência, com muito para dar nas provas mais importantes. O ciclista já tinha estado nesta “casa”, entre 2012 e 2015, onde alcançou grandes triunfos, incluindo a sua primeira vitória numa classificação por etapas do WorldTour, também em França, o Paris-Nice de 2013. Curiosamente, a sua primeira vitória numa classificação geral acontecera um ano antes, na Volta ao Algarve.

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No domingo passado, Richie conquistou o Critérium du Dauphiné na sua oitava participação na prova, após dois segundos lugares em edições anteriores, o ciclista referiu: “Para mim esta corrida é aquela em que tenho estado mais perto de vencer, em que nunca consigo, mas finalmente acabei por ser bem-sucedido. Com a ajuda desta equipa, as coisas tornaram-se mais fáceis. É um sonho tornado realidade.”

Richie Porte ainda acrescentou: “Não alimento ilusões, vou para o Tour para trabalhar. Depois da brilhante colaboração e da ajuda que o Tao Hart, Thomas e de todos os outros que me foram dando apoio ao longo dos últimos dias, quero retribuir-lhes da mesma forma. Eu não quero o stress e a pressão de liderar no Tour. Para mim esta vitória no Dauphiné sabe tão bem como um triunfo na Volta à França. Terminei por duas ocasiões no segundo lugar, sempre com alguns infortúnios à mistura, para finalmente vencer este ano, estou nas nuvens! Todos os sacrifícios, tempo fora sem ver a minha mulher e os meus dois filhos, acabou por valer a pena”.


Richie Porte obteve um excelente terceiro lugar no Tour de 2020, apenas superado pela força eslovena de Roglic e Pogacar. Em 2021, acabou por mudar de equipa, vindo da formação Trek-Segafredo. A época não começou da melhor forma, a 7 de março, logo com uma desistência no primeiro dia de corrida do Paris-Nice. Depois disso, veio a dupla com Geraint Thomas, e a partir daí somaram-se só bons resultados.

Na Volta à Catalunha, a INEOS Grenadiers ocupou os três primeiros lugares do pódio final, é obra! Com a geral a ser vencida por Adam Yates, seguido por Richie Porte e Thomas. No Tour da Romandia, na Suíça, Thomas venceu e Porte foi o segundo classificado. Agora, no Dauphiné, Richie acabou por obter o primeiro posto, com o britânico Thomas no último lugar do pódio.

Prova da consistência da equipa é o primeiro lugar na tabela como o conjunto mais vitorioso de 2021. Até ao momento, já são 25 triunfos, mais um que a habitual líder Deceuninck- Quick Step. Filippo Ganna é o ciclista mais vitorioso, com 5 conquistas nesta temporada.

Começam a ser muitos nomes dentro da INEOS para lutar por provas por etapas e até mesmo por Grandes Voltas. Para além dos dois já mencionados, acrescenta-se Adam Yates, Richard Carapaz, Tao Hart, o recém vencedor do Giro Egan Bernal, Pavel Sivakov e até mesmo Daniel Martínez depois das suas últimas prestações.

É um leque vasto de opções para lutar pelas vitórias, e os diretores da equipa sabem disso. Se não der com Porte, ataca Thomas, senão é a vez de Tao Hart. No Giro, o plano B seria Pavel Sivakov, caso as coisas corressem mal com o colombiano Bernal. Mas, na ausência do russo, devido a desistência, houve logo um Martínez que se impôs como uma peça fulcral na conquista desta última edição.

A INEOS tem ainda vários jovens em desenvolvimento e a despontar, casos de Ethan Hayter, Carlos Rodríguez e Sosa. Hayter tem sido o que tem dado mais nas vistas, após a sua vitória no alto da Fóia, na etapa 3 da Settimana Coppi e Bartali e em duas etapas da Volta à Andalucia.

Veremos o que nos reservam os próximos capítulos da equipa britânica.

Foto de Capa: Critérium du Dauphiné

Artigo revisto por Joana Mendes

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