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Ainda a segunda clássica do World Tour 2019 não tinha ido para a estrada e já havia mudanças. Jolien D’Hoore, vencedora em 2015 e uma das favoritas, não partiu devido a uma lesão após queda na Drentse Achtse van Westerfield, na sexta. Um dos setores de paralelo foi retirado do percurso, já que estava submerso devido às recentes chuvas na região.
A prova começou bastante rápida, com vários grupos a formarem-se e as grandes favoritas na frente da corrida, com Vos a ser a primeira na ascensão inicial ao VAM Berg. Os grupos mais dianteiros acabariam por se juntar, mas, com o paralelo a aparecer, muitas ciclistas que estavam para trás ficaram irremediavelmente fora da corrida.
Depois desta primeira seleção, haveria alguma acalmia no pelotão e Maria Sperotto aproveitaria para se lançar em solitário. A italiana ainda ganhou alguma vantagem, mas, com um vento forte e aproximação à segunda passagem pelo VAM Berg, acabou por ser alcançada após somente cerca de 20 quilómetros em fuga.
A segunda subida do dia foi aproveitada pela australiana Grace Brown, que se lançou ao ataque e constituiu nova fuga a solo. A movimentação da ciclista da Mitchelton-Scott surgiu com acerto e rapidamente se estabeleceu na frente com uma vantagem razoável para o grupo onde a Boels-Dolmans, em superioridade numérica, fazia grande parte do trabalho de perseguição, ajudada também por conjuntos como a Canyon SRAM e a Virtu.
Brown mostrou-se consistente e passou mais uma vez pelo VAM Berg e também pelos vários setores de paralelo ainda em falta na frente, saindo da floresta com 1:25 para gerir nos últimos 19 quilómetros, onde teria de lidar com uma feroz perseguição e com o forte vento holandês.

Fonte: UCI
A fuga acabaria por terminar de forma inesperada e inglória, com Brown a virar para o lado errado e, com isso, a perder a vantagem que ainda tinha para o grupo principal. A Boels-Dolmans é que não perdeu tempo e Chantal Blaak rapidamente assumiu a dianteira e aproveitou o regresso a vias estreitas e lamacentas para impor um ritmo duro, que despedaçou o que restava do pelotão.
Ellen van Dijk aproveitou um momento de hesitação à entrada dos últimos dez quilómetros para atacar e criou algumas dificuldades ao grupo que a perseguia, de onde Bastianelli e Blaak saíram para a alcançar. As restantes atletas não se conseguiram entender e permitiram que fossem as três a disputar a vitória.
Ao sprint, sem grandes surpresas, mas por muito pouco, a campeã europeia, Marta Bastianelli, foi quem levou a melhor para continuar um excelente início de época com uma importante vitória.
Classificação
- Marta Bastianelli (Virtu) 4:24:14
- Chantal Blaak (Boels-Dolmans) m.t.
- Ellen van Dijk (Trek-Segafredo) m.t.
- Amy Pieters (Boels-Solmans) +20
- Lotte Kopecky (Lotto Soudal) m.t.
A FIGURA

Chantal Blaak – Passou o dia todo junto da frente e impondo o ritmo que mais convinha à Boels-Dolmans. Na parte final, mostrou o quão forte estava, numa aceleração que destruiu o pelotão e, quando as suas colegas não corresponderam, ainda esteva na discussão até ao último metro, levando Bastianelli ao limite.
O FORA DE JOGO

Boels-Dolmans – A equipa holandesa esteve na luta, mas sai sem a vitória, apesar de todo o favoritismo. Falhou taticamente ao usar Blaak para controlar em favor das sprinters Pieters e Dideriksen, quando estas acabaram por não ter capacidade de estar na frente no momento decisivo.
Texto revisto por: Mariana Coelho
Foto de Capa: Boels-Dolmans













