Publicidade

Ronde van Drenthe: Bastianelli derrota Boels-Dolmans

José Baptista · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Ainda a segunda clássica do World Tour 2019 não tinha ido para a estrada e já havia mudanças. Jolien D’Hoore, vencedora em 2015 e uma das favoritas, não partiu devido a uma lesão após queda na Drentse Achtse van Westerfield, na sexta. Um dos setores de paralelo foi retirado do percurso, já que estava submerso devido às recentes chuvas na região.

A prova começou bastante rápida, com vários grupos a formarem-se e as grandes favoritas na frente da corrida, com Vos a ser a primeira na ascensão inicial ao VAM Berg. Os grupos mais dianteiros acabariam por se juntar, mas, com o paralelo a aparecer, muitas ciclistas que estavam para trás ficaram irremediavelmente fora da corrida.

Depois desta primeira seleção, haveria alguma acalmia no pelotão e Maria Sperotto aproveitaria para se lançar em solitário. A italiana ainda ganhou alguma vantagem, mas, com um vento forte e aproximação à segunda passagem pelo VAM Berg, acabou por ser alcançada após somente cerca de 20 quilómetros em fuga.

A segunda subida do dia foi aproveitada pela australiana Grace Brown, que se lançou ao ataque e constituiu nova fuga a solo. A movimentação da ciclista da Mitchelton-Scott surgiu com acerto e rapidamente se estabeleceu na frente com uma vantagem razoável para o grupo onde a Boels-Dolmans, em superioridade numérica, fazia grande parte do trabalho de perseguição, ajudada também por conjuntos como a Canyon SRAM e a Virtu.

Brown mostrou-se consistente e passou mais uma vez pelo VAM Berg e também pelos vários setores de paralelo ainda em falta na frente, saindo da floresta com 1:25 para gerir nos últimos 19 quilómetros, onde teria de lidar com uma feroz perseguição e com o forte vento holandês.

Grace Brown esteve em fuga até bem perto do fim
Fonte: UCI

A fuga acabaria por terminar de forma inesperada e inglória, com Brown a virar para o lado errado e, com isso, a perder a vantagem que ainda tinha para o grupo principal. A Boels-Dolmans é que não perdeu tempo e Chantal Blaak rapidamente assumiu a dianteira e aproveitou o regresso a vias estreitas e lamacentas para impor um ritmo duro, que despedaçou o que restava do pelotão.

Ellen van Dijk aproveitou um momento de hesitação à entrada dos últimos dez quilómetros para atacar e criou algumas dificuldades ao grupo que a perseguia, de onde Bastianelli e Blaak saíram para a alcançar. As restantes atletas não se conseguiram entender e permitiram que fossem as três a disputar a vitória.

Ao sprint, sem grandes surpresas, mas por muito pouco, a campeã europeia, Marta Bastianelli, foi quem levou a melhor para continuar um excelente início de época com uma importante vitória.

Classificação

  1. Marta Bastianelli (Virtu) 4:24:14
  2. Chantal Blaak (Boels-Dolmans) m.t.
  3. Ellen van Dijk (Trek-Segafredo) m.t.
  4. Amy Pieters (Boels-Solmans) +20
  5. Lotte Kopecky (Lotto Soudal) m.t.

A FIGURA

Fonte: Boels-Dolmans Cycling Team

Chantal Blaak – Passou o dia todo junto da frente e impondo o ritmo que mais convinha à Boels-Dolmans. Na parte final, mostrou o quão forte estava, numa aceleração que destruiu o pelotão e, quando as suas colegas não corresponderam, ainda esteva na discussão até ao último metro, levando Bastianelli ao limite.

O FORA DE JOGO

Fonte: Boels-Dolmans

Boels-Dolmans – A equipa holandesa esteve na luta, mas sai sem a vitória, apesar de todo o favoritismo. Falhou taticamente ao usar Blaak para controlar em favor das sprinters Pieters e Dideriksen, quando estas acabaram por não ter capacidade de estar na frente no momento decisivo.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Boels-Dolmans

José Baptista

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a tática explica tudo e, mesmo assim, passa para 2.º plano | Torreense

Não é que a tática não seja importante. Ela é, aliás, crucial para entender o jogo e o seu caminho. Ainda assim, depois de dois golos dos descontos e de uma nova vitória - a primeira em casa - do Torreense, qualquer pensamento, qualquer sentimento, qualquer nota sobre o jogo tende a lembrar a magia de, não um, mas dois golos anotados nos descontos para mudar completamente o resultado e o apelo de um clube a uma prova. Só a tática, na forma como o Torreense se organizou 11x10, 10x11 e 10x10, explica uma vitória construída com base em pensamento, em estrutura e em alterações constantes, num dinamismo tal que precisa de múltiplos cantos para escrever uma epopeia. Mas também só a emoção ou, pelo menos, a capacidade de a exteriorizar, explica a forma como, quando todos já poderiam deitar a toalha ao chão, um clube da Segunda Liga se consegue superiorizar na Europa e, depois de sofrer uma reviravolta, responder na mesma moeda, depois de, em casa, perder pontos nos descontos, recuperá-los e triplicá-los. 

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.