Chegava o dia do tudo ou nada, com um contrarrelógio de 15,7 quilómetros em Milão. Filippo Ganna voltou a vencer o esforço individual, com o tempo de 17m16s. O campeão do mundo não deu hipóteses nos contrarrelógios deste Giro, somando a terceira vitória em três possíveis. O italiano foi claramente uma das figuras desta edição, somando ainda uma vitória numa etapa de montanha.

Este foi o sétimo triunfo para a Ineos no Giro, notável! Victor Campenaerts acabou em segundo, a 32 segundos, enquanto que Dennis terminou em terceiro. João Almeida terminou em quarto, a 41 segundos de Ganna. Pello Bilbao foi apenas 24.º classificado, a 1m16s, perdendo muito tempo para Almeida, garantindo o quarto lugar para o caldense.

Na luta pelo primeiro lugar, Tao Hart foi 13.º classificado, a 58 segundos do primeiro, com Hindley a ser apenas o 38.º do dia, retirando-o do primeiro posto. Estava encontrado o vencedor da Volta a Itália, o britânico da Ineos Grenadiers, Tao Hart!

Um Giro espetacular, a todos os níveis! Pena os casos de covid-19 no pelotão, que retiraram logo duas equipas, a Mitchelton-Scott de Simon Yates, e a poderosa Jumbo-Visma de Kruijswijk. A prestação dos portugueses foi notável, com João Almeida a andar 15 dias de cor de rosa e a somar uma série de top dez, colocando o país a sonhar.

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Foi alcançada a melhor classificação de sempre de um português no Giro, com o quarto lugar final. Ruben Guerreiro venceu uma etapa dura e ainda conquistou a primeira camisola de sempre de um português numa Grande Volta, a camisola da montanha. Foi claramente um ciclista em destaque, colocando-se várias vezes em fuga, e somando os pontos que precisava para fazer história.

Ambos os ciclistas estão de parabéns, e o ciclismo nacional está a atravessar um momento histórico. De salientar ainda a boa prestação de Rui Costa na etapa de ontem na Vuelta, onde terminou em terceiro lugar. No BTT, Tiago Ferreira sagrou-se vice-campeão mundial de XCM, com o ciclismo português a estar bem representado em várias vertentes.

A Ineos Grenadiers somou sete vitórias em etapas, a classificação geral, a camisola da juventude e a classificação por equipas! Uma equipa que perdeu o seu líder à terceira etapa, Geraint Thomas, e mesmo assim deu uma grande resposta na estrada! Uma vitória saborosa, depois de um Tour fracassado. A equipa tinha vários corredores com qualidade para discutir as Grandes Voltas, soma agora mais um. Tao Hart deu a 11.ª vitória em Grandes Voltas à Ineos, sendo o quarto britânico a vencer, depois de Wiggins, Froome e Thomas.

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