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Tao Geoghegan Hart (Ineos Grenadiers) venceu a 103.ª edição da Volta a Itália. Uma prova especial, com João Almeida (Deceuninck-Quick Step) a fazer a melhor classificação de sempre de um português no Giro, enquanto Ruben Guerreiro (EF Pro Cycling) garantiu a primeira camisola de sempre (camisola da montanha) de um português.

A terceira semana de Giro estava com muitas decisões pendentes, e a emoção da corrida foi até ao último dia. A abrir, na etapa 16, a fuga teve mais uma vez sucesso, com a vitória a cair para Jan Tratnik. Foi a única vitória da Bahrain-Mclaren nesta edição. O esloveno foi o mais forte, batendo Bem O´Connor da NTT Pro Cycling, já dentro do último quilómetro. Enrico Battaglin ficou com o terceiro lugar. Os favoritos chegaram a mais de 12 minutos, com João Almeida a ganhar dois segundos a Wilco Kelderman, e a manter a camisola rosa. A camisola da montanha foi muito disputada entre o português Ruben Guerreiro e Giovanni Visconti, com o italiano a acabar o dia com uma vantagem de 30 pontos.

A etapa 17 foi novamente marcada por uma fuga numerosa, incluindo Ruben Guerreiro. Giovanni Visconti, o líder da montanha, não conseguiu integrar a fuga do dia. Ruben somou 80 pontos em toda a etapa e recuperou a maglia azurra. Nos escapados, Ben O´Connor foi quem atacou a solo em Madonna de Campiglio, sem resposta à altura. O australiano foi claramente um dos homens mais agitados na última semana, e acabou por alcançar a desejada vitória, que tanto procurava. Nos favoritos não houve diferenças significativas. João Almeida somava mais um dia de rosa.

Chegava a etapa rainha, com passagem pelo imponente Passo dello Stelvio. Ruben Guerreiro foi em busca dos pontos da montanha e de salvaguardar a sua camisola azul, ainda por cima Visconti tinha desistido. No final do dia, o português era mesmo o vencedor virtual da camisola azul. A Sunweb trabalhou em quase toda a etapa, com Nico Denz a fazer um grande trabalho.

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Com as a pendentes do Stelvio a fazerem-se sentir nas pernas, e com pouco menos de 50 quilómetros, João Almeida cedia no grupo dos favoritos. Rohan Dennis liderava o grupo e deixava para trás nomes importantes, como Nibali, Fuglsang, Majka e até mesmo líder virtual do Giro, Wilco Kelderman. Os poucos metros de diferença transformaram-se em minutos, e Dennis seguia na frente a um ritmo forte até à última subida do dia. No caudal da subida final, Dennis abriu para o lado, e Tao Hart e Jai Hindley ficaram isolados na frente. Hart fez quase toda a subida na frente, e pagou por isso, com Hindley a derrotá-lo ao sprint. Pello Bilbao fez uma subida final muito boa, recuperando tempo, e acabou na terceira posição.

Kelderman chegou em quinto lugar, a 2m18s do vencedor, e João Almeida chegava a 4m51s, juntamente com Nibali. O holandês Wilco Kelderman era o novo líder, com vantagem de 12 segundos de vantagem para o seu colega de equipa Hindley, e com 15 segundos para Hart. João Almeida caía para a quinta posição, a 2m16s do líder.

Foto de capa: Giro d’Italia

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