No ciclismo feminino, apenas o Giro rosa tem o estatuto incontestável de Grande Volta. No entanto, outras provas pretendem aceder a esse patamar de reconhecimento, como o britânico Women’s Tour e o futuro Battle of the North na Dinamarca, Noruega e Suécia.

Criado em 2014, o Women’s Tour já se estabeleceu como uma das grandes provas do calendário e bate por muito o Giro Rosa em termos organizacionais, com as atletas a elogiarem recorrentemente a prova.

No entanto, a duração é de somente uma semana e a dureza não é propriamente aquela a que estamos habituados nas chamadas Grandes Voltas e não haverá forma de mudar isso, o terreno das ilhas britânicas não tem grandes montanhas para as ciclistas enfrentarem.

De qualquer modo, é uma corrida muito prestigiada e que os principais nomes da modalidade vão querer adicionar ao seu palmarés.

Em 2018, a americana Coryn Rivera foi a grande vencedora, alicerçando a sua vitória numa prova muito controlada, em que a Team Sunweb lhe permitiu levar todas as etapas para a linha, de forma a consolidar a sua vantagem com as bonificações dos sprint.

Já a edição deste ano, que já está na estrada, tem mais dureza e pode ajudar a prova a cimentar ainda mais o seu espaço no topo do calendário internacional. No entanto, a falta de um contrarrelógio (mesmo que curto ou por equipas) continua a ser um ponto em que perde quando se quer colocar com um estatuto superior.

Será certamente um tema a acompanhar no desenvolvimento do ciclismo feminino nos próximos anos ao qual não serão indiferentes o rumo que a ASO tomar com a La Course e o sucesso que venha a ter a Battle of the North.

Foto de Capa: The Women’s Tour

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