Tirreno-Adriático | A culpa foi das estrelas!

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“AQUAMAN” DA ESLOVÉNIA DEU-SE MELHOR NO MAR ADRIÁTICO

A vitória na classificação geral, na classificação da montanha e na classificação da juventude sorriu ao Romeu mais provável de roubar um dos corações mais belíssimos do World Tour. Falamos, claramente, do Sea Master Trophy, o tridente do triunfo (quase que a triplicar), adquirido pelo novo “Aquaman” da Eslovénia, Tadej Pogačar.

Mas não desviemos o foco cinemático. Tadej Pogačar poderia ser o título de mais um romance do conhecido cineasta Josh Boone. A adaptação para as bicicletas aconteceria através de uma personagem predestinada a partir corações, principalmente daqueles com os mesmos objetivos. O prodígio esloveno continua a mostrar porque é que está um, dois ou três degraus acima dos seus adversários, pelo menos nesta fase da temporada.

Fundamentalmente, estamos a falar de uma capacidade física sem igual. Quando assim é, o que é que um diretor desportivo pode fazer? Que tática pode neutralizar um talento destes? Pogi concilia valores demasiado importantes para um voltista do século XXI, tornando-o completo, um verdadeiro especialista em classificações gerais da era moderna.

Este modernismo está espelhado na sua polivalência. A naturalidade com que venceu tornou-se visível em dois momentos: a subida estrondosa a Prati di Tivo e a consequente vitória e a machadada final na jornada seguinte (quinta etapa).

Pogi arrancou a 5,7 km para o final na subida padrão desta competição, demonstrando o perfeito conhecimento das suas capacidades em articulação com os momentos da corrida. Essa perceção mental caracteriza-se cada vez mais com a conceção de um corredor plenamente cirúrgico. De resto, forte no contrarrelógio, explosivo como sempre, imprevisível na hora de se mexer – o que lhe valeu um alargar de distâncias respeitável na etapa cinco -. Enfim, foi uma exibição à Pogačar, o que é que se pode dizer mais?

Vamos a números: Apenas Wout Van Aert (a 1:03) ameaçou timidamente a vitória do atual campeão do Tour. A completar o pódio, o experiente Mikel Landa (a 3:57), que, sorrateiramente, constou sempre na dianteira dos grupos certos. Vincenzo Nibali, Romain Bardet, Simon Yates e Egan Bernal foram os voltistas que garantiram o top10, mas sem nunca exibirem uma performance que os fizessem sonhar com algo mais. Matteo Fabro e Tim Wellens, um sólido escalador em ascensão e um conhecido puncher de origem belga, respetivamente, beneficiaram da excelente condição física para se intrometerem entres estes pesos pesados.

Falta apenas referenciar João Almeida e o seu sexto lugar em mais uma aparição de grande qualidade e regularidade do prodígio português. Esteve perto da vitória na segunda etapa, depois de disferir um ataque fortíssimo quando já ia no grupo da frente. É certo que teve uma quebra na etapa cinco, onde perdeu algum tempo, no entanto, levou para casa um sexto lugar depois do pódio no UAE Tour. A afirmação meteórica do Duro das Caldas continua a aproximar o povo português do ciclismo. Segue-se a Volta a Catalunha. Será que teremos uma vitória lusa?

Ricardo Rebelo
Ricardo Rebelohttp://www.bolanarede.pt
O Ricardo é licenciado em Comunicação Social. Natural de Amarante, percorreu praticamente todos os pelados do distrito do Porto enquanto futebolista de formação, mas o sonho de seguir esse caminho deu lugar ao objetivo de se tornar jornalista. Encara a escrita e o desporto como dois dos maiores prazeres da vida, sendo um adepto incondicional de ciclismo desde 2011.

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