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Se alguém for capaz, que o faça. Descrever a 56.ª edição do Tirreno-Adriático não será tarefa fácil. Muitas surpresas, muitos momentos, espetáculo e mais espetáculo. Há quem diga que presenciámos uma das semanas mais incríveis do historial ciclístico recente… e é difícil não concordar. Há, também, muito que analisar de forma concisa e tendo em conta várias nuances. O grosso de competições mais importantes da primeira parte da temporada está ao virar da esquina e os indicadores não podiam deixar mais água na boca.

Sobre esta competição transalpina, é caso para se dizer: Mamma Mia! Apostemos numa lógica cinematográfica para explicar o que se passou num Tirreno-Adriático onde a narrativa se focou num romance profundamente intenso. O poema ciclístico contou com sete versos e qual deles o mais impactante? Pois, boa pergunta.

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A Teoria de Tudo diz-nos que se conjugarmos uma série de potencialidades físicas e psicológicas, o produto final revela-nos um ciclista extremamente direcionado para um momento em específico. Quando isto acontece em duas ou mais especialidades, estamos perante um fora de série, e parece que o “novo” carrossel de talentos fora de série andou a espalhar muita magia pelas estradas italianas.

Wout Van Aert, pela versatilidade. Mathieu Van der Poel, pela potência. Tadej Pogačar, pela consistência. Julian Alaphillipe, pela inteligência. Mads Wurtz, por ter sido o único “humano” a vencer. A luxuosidade de tal elenco não poderia ter sido mais seletiva no que concerne a vitórias e é bom que se habituem a esta onda triunfante tão concentrada.

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