Na prova de Ciclismo de Estrada masculina, a estratégia nacional estava bem montada, apesar de o lote de atletas ser curto. Nelson Oliveira ficou responsável por colocar João Almeida na melhor posição possível para estar nos primeiros lugares.

Num circuito bastante longo, de 234 quilómetros, era inevitável haver fugas. A fuga que durou praticamente desde os primeiros quilómetros chegou a ter 19 minutos de vantagem sobre o pelotão. Vários elementos, como o campeão olímpico em 2016, Greg Van Avermaet, foram importantes para encurtar a distância para o grupo da frente.

À entrada da subida decisiva, Fuji Sanroku, o grupo já tinha todo sido alcançado e João Almeida mantinha-se entre os favoritos. Na inclinação de 1451 metros de altitude, os belgas impuseram um ritmo bastante elevado e o pelotão reduziu bastante de dimensão. Aí, os favoritos mostraram-se, entre os quais o vencedor do Tour 2021, o esloveno Pogacar, e o belga que também se destacou na principal prova por etapas, Van Aert.

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Já o grande grupo fragmentou-se ainda mais com Fuglsang e Rigoberto Uran a ficarem em posição intermédia. João Almeida não conseguiu descolar do grupo original e começou a ver as medalhas distantes.

No grupo da frente, o equatoriano Carapaz e o norte-americano McNulty aceleraram e conseguiram distanciar-se dos restantes, sem que houvesse uma reação imediata.

Pela sua capacidade no sprint, Van Aert acabou por ser quem se aplicou mais na perseguição do duo da frente. Entretanto, Carapaz conseguiu descolar-se do norte-americano e ficou sem oposição para o ouro.

O grupo perseguidor ainda apanhou McNulty e as medalhas de prata e o bronze foram disputadas ao sprint. Por centímetros, Wout Van Aert alcançou a prata e Pogacar ficou-se pelo bronze, na chegada ao circuito Fuji International Speedway.

João Almeida terminou a mais de três minutos e meio do vencedor, sendo o primeiro do seu grupo, acabando em 13.º lugar. Nelson Oliveira ficou na 41.ª posição. O sonho de uma medalha na prova de Ciclismo de Estrada para Portugal acabou por cair por terra, mas ainda há mais oportunidades.

Foto de Capa: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

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