Tour de França | Análise no primeiro dia de descanso

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Ao sétimo dia, com uma etapa essencialmente plana, tivemos novo conquistador no final. Após seis horas de corrida, o holandês Groenewegen bateu ao sprint Caleb Ewan e Sagan, mostrando-se recuperado da queda no primeiro dia do Tour. Alcançando a sua quarta vitória em Voltas à França. Na geral individual, Ciccone manteve a liderança no seio da Trek-Segafredo com seis segundos de vantagem para o francês Alaphilippe e com 32 segundos para Dylan Teuns.

Ao oitavo dia de competição tivemos novamente o sucesso da fuga. O vencedor já tinha tentado antes, mas sem sucesso. Mas, como um dos ciclistas mais combativos do pelotão internacional, Thomas De Gendt a fazer jus à qualificação que lhe é atribuída. Foi sublime ao aguentar-se sozinho na frente da corrida sendo o único resistente da fuga. Acabou com uma vantagem magra para os favoritos porque Pinot e Alaphilippe atacaram atrás na última contagem de montanha do dia, ficando apenas a seis segundos de De Gendt. Depois chegaram os sprinters, Matthews (4º) e Sagan (5º).

Com as diferenças de tempo e com Ciccone a chegar no grupo principal com 20 segundos a mais em relação ao tempo de Alaphilippe, o francês passou a envergar novamente a camisola amarela. Agora, com 23 segundos de vantagem para Ciccone e 53 segundos para o terceiro lugar, de Pinot.

No dia da Bastilha/ dia da Festa Nacional Francesa (14 de Julho), seria um francês a vestir de amarelo.

Nesta etapa, Laporte disse adeus ao Tour, tal como, Tejay Van Garderen.

Na nona etapa, a fuga ganhou tempo muito rapidamente, sendo o seu sucesso iminente. Depois de Thomas De Gendt, foi a vez do sul africano Daryl Impey conseguir a vitória. Numa fuga de 15 ciclistas, o homem da Mitchelton-Scott conseguiu acompanhar os ataques de todos os fugitivos, incluindo as mexidas finais de Nicholas Roche e de Benoot.

No final restaram apenas Benoot e Impey, sendo que o ciclista africano acabou por bater com relativa facilidade o homem da Lotto Soudal no sprint. De salientar, os constantes ataques da fuga, na última subida do dia, que animaram e muito a etapa.

O pelotão chegou com mais de 16 minutos de atraso! Os primeiros quinze lugares ficaram distribuídos pela fuga, tal como as bonificações.

Rui Costa ainda tentou integrar a fuga, mas não acabou por conseguir alcançar os da frente, sendo absorvido pelo pelotão. Alaphilippe manteve a liderança, com 23 segundos de vantagem para Ciccone e 53 segundos para o francês Pinot.

Alessandro De Marchi (CCC) teve uma queda aparatosa nesta etapa, acabando por ser levado para o hospital e naturalmente por abandonar a prova.

Wout Van Aert a dar mais uma vitória à Jumbo-Visma
Fonte: Team Bahrain-Merida

O dia antes do descanso tinha tudo para ser uma etapa calma e sem percalços.  Mas não foi o que acabou por acontecer. A etapa teve duas partes distintas, a primeira sem grande emoção, com os movimentos e a atenção a prenderem-se na constituição da fuga. Na segunda parte o vento foi o protagonista principal. A Deceuninck-Quick-Step e a Team Ineos estiveram a trabalhar e muito na frente do pelotão acabando por partir o grupo em vários blocos.

Com o grupo reduzido a 28 homens a vitória a cair para a Jumbo-Visma, novamente. Mas com outro ciclista diferente, pois, Wout Van Aert foi quem superou os homens mais rápidos do pelotão. Foi mesmo até ao último metro, a disputa entre o belga e Viviani. Caleb Ewan fez terceiro, seguido de Matthews e de Sagan, na luta pela camisola dos pontos.

No grupo da frente chegaram: Bernal, Thomas, Buchmann, Kruijswijk, Quintana, Dan Martin, Enric Mas, Bardet, Adam Yates, Barguil e o líder Alaphilippe, isto no que toca à geral individual.

Perdas de tempo para Pinot, Urán, Porte e Fuglsang ( 1m:40s), Mikel Landa e Aru (2m:09s), Nibali (5m:04s) e o grande arrombo do dia foi o de George Bennett (9m:41s), ele que tinha ido ao carro buscar bidons para a equipa, quando as bordures se estavam a formar, acabando por ser surpreendido e consequentemente, não conseguiu reagir a tempo. Bennett estava no quarto lugar da geral individual, acabou por sair de forma drástica dos primeiros postos. Contudo a Jumbo-Visma acabou por ganhar a etapa, atenuando um pouco a prestação infeliz de Bennett.

Na geral individual Alaphilippe aumentou a vantagem para 1m:12s em relação ao segundo lugar de Geraint Thomas. Em terceiro lugar aparece Bernal, com mais quatro segundos do que o seu companheiro de equipa.

Os primeiros dez dias estão corridos e ficam a faltar onze etapas. Os ciclistas têm as maiores dificuldades pela frente, visto que ainda faltam os Pirenéus e os Alpes. Os maiores destaques até agora, são claramente as vitórias da Jumbo-Visma, que venceu o contrarrelógio coletivo e três etapas ao sprint, com três homens diferentes! Não é qualquer equipa que se pode dar ao luxo de fazer isso.

Outro dos destaques, chama-se Alaphilippe, que vestiu a amarela pela primeira vez na Volta a França, perdeu-a e voltou a recuperá-la. Tem corrido sempre ao ataque e já conquistou uma etapa.

Desistências do Tour (até ao momento): Nicholas Edet (Cofidis), Patrick Bevin (CCC), Christophe Laporte (Cofidis), Tejay Van Garderen (EF Education First) e Alessandro De Marchi (CCC).

Top dez do Tour (após 10 etapas):

1º lugar- Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick-Step) 43h:27m:15s

2º lugar- Geraint Thomas (Team INEOS) +1m:12s

3º lugar- Egan Bernal (Team INEOS) +1m:16s

4º lugar- Steven Kruijswijk (Jumbo-Visma) + 1m:27s

5º lugar- Emanuel Buchmann (Bora-Hansgrohe) + 1m:45s

6º lugar- Enric Mas (Deceuninck-Quick-Step) +1m:46s

7º lugar- Adam Yates (Mitchelton-Scott) +1m:47s

8º lugar- Nairo Quintana (Movistar) + 2m:04s

9º lugar- Dan Martin (UAE-Emirates) +2m:09s

10º lugar- Giulio Ciccone (Trek-Segafredo) +2m:32s

Camisola dos Pontos: Peter Sagan (Bora-Hansgrohe) 229 pontos

Camisola da Juventude: Egan Bernal (Team INEOS) 43h:28m:31s

Camisola da Montanha: Tim Wellens (Lotto Soudal) 43 pontos

Classificação por equipas: Movistar Team 130h:45m:20s

 

Foto De Capa: Deceuninck-Quick-Step

 

 

André Filipe Antunes
André Filipe Antuneshttp://www.bolanarede.pt
O André é licenciado em Marketing e Publicidade e um fã incondicional de ciclismo. Começou desde pequeno a ter uma paixão pelo desporto, através do futebol. Chegava a saber os plantéis de todas as equipas da Primeira Liga! Com o tempo, abriu-se o horizonte e o interesse para outros desportos, como o Ciclismo, o Futsal e, mais recentemente, a NBA. Diz que no Ciclismo existem valores e táticas que mais nenhum desporto possui e ambiciona um dia ter a oportunidade de assistir ao vivo a um evento deste calibre.

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