A entidade máxima do ciclismo, a União Ciclista Internacional (UCI), anunciou a suspensão de todas as provas, pelo menos, até ao fim de abril. Estas alterações foram proporcionadas devido ao desenvolvimento e propagação do Covid-19, a nível mundial, visto que tomou proporções pandémicas.

A UCI reuniu-se com os organizadores de provas, responsáveis das equipas e ciclistas, confirmando a impossibilidade de realizar eventos velocipédicos até ao fim do mês que vem, podendo haver extensão do prazo, considerando sempre o desenrolar da situação.

Depois da Strade Bianche, Tirreno Adriático e Milan San Remo terem sido anuladas, em Itália, seguiram-se as suspensões de várias provas a nível internacional. A Volta a Catalunha e a maioria das clássicas belgas foram suspensas (AG Driedaagse Brugge De Panne, E3 BinckBank Classic, Gent Wevelgem, Dwars door Vlaanderen, Tour de Flandres).  A suspensão do próximo mês abrange ainda: Volta ao País Basco, Paris-Roubaix, Amstel Gold Race, La Flèche Wallonne, Liège Bastogne-Liège e, eventualmente, Tour da Romandia, todas as provas são do calendário principal, WorldTour.

O presidente da UCI, David Lappartient, indicou a possibilidade de prolongar a época de estrada até ao mês de novembro. A prioridade será dada aos eventos que estavam calendarizados, como os Monumentos do Ciclismo e as três Grandes Voltas, que não puderam ser realizados. No entanto, pode haver o risco de haver sobreposição de provas no reagendamento das mesmas.

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A primeira das Grandes Voltas, o Giro, não vai poder começar na Hungria, e dada a situação que se vive no país italiano, existe a hipótese de ser realizada apenas no Outono. Já foram várias as possibilidades faladas, de ajustar o calendário de provas, onde se incluía a realização de um Tour de França com mais dias de competição e com maior flexibilidade nos ajustes das equipas, havendo possibilidade de trocar um certo número de ciclistas durante a prova. O sprinter espanhol Iván García Cortina (Bahrain-McLaren) lançou uma opinião interessante, dada na sua página pessoal do Twitter, em que falava de uma eventual junção das três Grandes Voltas em apenas uma, com mais dias de competição, passando pelos três países organizadores.

Dados Interessantes: O Tour de Flandres foi criado em 1913, uma das clássicas mais antigas e emblemáticas do mundo velocipédico, correu-se sempre, inclusive durante a 2.ª Guerra Mundial. A primeira edição do Paris-Roubaix, o Inferno do Norte, foi em 1896, desde então, apenas não se correu durante as duas Grandes Guerras Mundiais.

Foto de Capa: Paris-Nice

Artigo revisto por Joana Mendes

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