A seleção nacional de Sub23 começou a época mais cedo que o habitual, deslocando-se aos Camarões para disputar o Tour de l’Espoir. Como única seleção europeia (juntando-se-lhe a equipa UC Monaco) e uma convocatória recheada de talento, a equipa nacional partia com responsabilidade para disputar as etapas e a Geral.

A primeira jornada deu um bom sinal, com os lusos a terminar em terceiro no contrarrelógio coletivo ganho pela Eritreia. O segundo dia correu ainda melhor e Francisco Campos aproveitou o final ao sprint para celebrar a primeira vitória portuguesa da época.

Miguel Salgueiro no podium após o contrarrelógio coletivo inaugural
Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo

Se tudo parecia bem, a terceira etapa, a rainha desta prova, foi um desastre para a seleção de Portugal. Enquanto Yacob Debesay confirmava que a amarela não lhe fugiria, o primeiro português chegou a quase quatro minutos e foi Campos, um sprinter.

Depois de um dia de descanso, houve lugar para mais uma etapa para os velocistas, mas desta vez Francisco Campos deixou-se levar a melhor e foi segundo, atrás de Mebrahtom. No último dia voltaram a fazer-se diferenças e desta feita Portugal esteve melhor representado, com Gonçalo Carvalho e Miguel Salgueiro a terminarem nos dez primeiros.

Feitas as contas finais, o melhor português na Geral foi Gonçalo Carvalho, 14º a 4:46 de Debesay.

Não há como negar que, enquanto os portugueses ainda estão a iniciar a temporada, os ciclistas africanos estão no ponto fulcral da sua época e que a seleção conquistou pontos importantes para o apuramento para os Mundiais, mas, ainda assim, Portugal apresentou uma imagem mais fraca do que a devida.

O saldo é positivo, especialmente pela experiência dada aos ciclistas que se deslocaram aos Camarões, mas, se queremos realmente crescer e conquistar o nosso lugar entre os melhores da modalidade, não podemos ficar satisfeitos com esta primeira incursão africana.

Voltem em 2020, mas para ganhar.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Tour de l’Espoir

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