Volta à Catalunha | Ineos pulveriza concorrência em terras catalãs

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ADAM YATES FOI O GRENADIER MAIS ESCLARECIDO, JOÃO ALMEIDA SÉTIMO NA GERAL INDIVIDUAL

Na lista de partida, o elenco de luxo da Ineos Grenadiers era algo impossível de ignorar. Thomas, Porte, Yates, Carapaz…. Saber como iria funcionar a máquina inglesa era uma incógnita. A superioridade acabou por ser demasiado evidente e o papel de figura de proa coube a Adam Yates, o mais explosivo, consistente e cirúrgico grenadier. Mas já lá vamos.

O primeiro dia de competição viu um jovem da Lotto-Soudal arrecadar a vitória e a liderança da competição. Com o pelotão à vista, um quarteto de fugitivos decidiu a corrida entre si na chegada a Calella. O dinamarquês de 22 anos, Andreas Kron, bateu o veterano Luis León Sánchez, Rémy Rochas e ainda o jovem trepador Lennard Kamna.

O primeiro teste para os Ineos e concorrência estava reservado para o segundo dia. O contrarrelógio de 18.5 quilómetros, em Banyoles, encontrou dois ciclistas muito acima dos restantes. Para variar, o representante da Ineos Grenadiers foi o mais forte: Rohan Dennis bateu Rémi Cavagna por cinco segundos e João Almeida por 28, sendo que o português assumiu o primeiro lugar da geral à partida para terceira jornada.

Adam Yates perdeu sete segundos para João Almeida. Ainda que em início de carreira, o caldense já provou as suas qualidades como rolador, o que serve também para atestar a excelente condição em que se encontra o inglês da Ineos – o contrarrelógio sempre foi uma das suas lacunas em termos de disputa das classificações gerais -.

Mais do que essa comparação, há que fazer referência aos vários segundos que o Duro das Caldas conseguiu meter a inúmeros voltistas presentes em competição. A cada prova que passa, a consistência que imprime nos seus pontos fortes são responsáveis pelas excelentes prestações. Quanto a pontos menos fortes, a etapa número três talvez tenha sido elucidativa dessas dificuldades que acabam por não estar totalmente ligadas à sua performance.

Foi aí mesmo que a força coletiva da equipa que veste de negro apareceu ao seu melhor nível. A subida a Vallter 2000 convidava ao assalto à liderança do português: 12 quilómetros com uma pendente média de 7.3%. Valverde e Quintana foram os primeiros a mexer-se, já numa fase em que João Almeida estava isolado e à mercê de outras movimentações. Com 5 quilómetros para o fim, Adam Yates e Sepp Kuss imprimiram mudanças de velocidade demasiado bruscas.

Este ataque, ainda longe da meta, deixou João Almeida na obrigação de perseguir. Com apenas 7 segundos de vantagem, a margem foi abrindo com a junção da capacidade de Yates e o desgaste do ciclista da Deceuninck Quick-Step. Nem Sepp Kuss, nem Alejandro Valverde conseguiram acompanhar, Yates bateu um Chaves em crescendo e conseguiu ganhar mais de trinta segundos na estrada (mais bonificações) sobre o grosso dos seus rivais.

Ricardo Rebelo
Ricardo Rebelohttp://www.bolanarede.pt
O Ricardo é licenciado em Comunicação Social. Natural de Amarante, percorreu praticamente todos os pelados do distrito do Porto enquanto futebolista de formação, mas o sonho de seguir esse caminho deu lugar ao objetivo de se tornar jornalista. Encara a escrita e o desporto como dois dos maiores prazeres da vida, sendo um adepto incondicional de ciclismo desde 2011.

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