O esloveno Primoz Roglic lidera após nove etapas decorridas na Volta à Espanha. Era um dos favoritos à conquista da prova e está a corresponder da melhor forma na estrada.

O líder da Jumbo-Visma começou muito bem, logo ao primeiro dia, após ter feito o tempo mais rápido no prólogo.

Perderia a camisola vermelha na terceira etapa, de forma consentida, mas recuperou-a na sexta tirada, e foi para o primeiro dia de descanso com o símbolo de liderança.

Em nove etapas, houve espaço para o prólogo inicial, quatro etapas para os sprinters e quatro vitórias para a fuga.

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No que toca aos sprints, Fabio Jakobsen e Jasper Philipsen têm dividido os triunfos entre si, dois para cada um. A luta pela camisola verde está ao rubro e, se nada de anormal acontecer, deverá ser até ao final.

Jakobsen ficou extasiado por vencer, tal como os colegas de profissão, staff e os adeptos por voltarem a ver o holandês a triunfar nos “grandes palcos”, após a terrível queda em 2020.

Os triunfadores através da fuga foram: Rein Taaramae, Magnus Cort, Michael Storer e Damiano Caruso. O primeiro, o estónio, até conseguiu arrecadar a camisola de líder, após vencer a terceira etapa, andando com ela por dois dias.

Infelizmente, uma queda retirou-lhe a possibilidade de continuar a envergar a camisola de líder na Volta a Espanha, passando esta para Kenny Elissonde, que esteve um dia na liderança, recuperada por Roglic.

Até ao momento, não tivemos um embate à séria entre os líderes da Volta a Espanha. Dá para ver que Roglic está um patamar acima da concorrência. Enric Mas tem sido o único que tem conseguido acompanhar o esloveno.

O espanhol está a 28s e é o único que está abaixo de um minuto. Na terceira posição segue o colombiano Miguel Ángel López, companheiro de Enric Mas na Movistar, mas já a 1m21s. Seguem-se Jack Haig a 1m42s, Bernal a 1m52s e Adam Yates a 2m07s.

Roglic está muito confortável, até ao momento, na prova espanhola. O esloveno sabe que é melhor no contrarrelógio, face à maioria dos adversários, incluindo Enric Mas.

Para o espanhol, seguir na roda de Roglic não será suficiente se quiser almejar a vitória, porque irá perder tempo no crono, falta saber se é capaz de fazer as diferenças na alta montanha.

É um ciclista muito constante na geral, já terminou no pódio da Volta a Espanha na edição de 2018, apenas atrás de Simon Yates.

O colombiano Miguel Ángel López tem estado a “queimar-se” um pouco em prol de Enric Mas, no entanto, ainda está na luta pela classificação. Jack Haig é uma incógnita do que conseguirá fazer em três semanas, no papel de líder.

Os Ineos estão um bocado à deriva. Richard Carapaz, o campeão olímpico, acusa desgaste físico, à semelhança de Egan Bernal, o vencedor do Giro.

Adam Yates parece ser aquele que apresenta melhor condição física, tem tido liberdade para atacar, mas também já trabalhou para Bernal. Não se sabe bem o que pode sair daqui.

Mikel Landa tem estado muito aquém, perdendo tempo nas subidas, sendo que era o líder da Bahrain-Victorious.

Com isto, a equipa apercebeu-se da sua má forma física e começou a abordar a corrida de outra forma, lançando corredores para as fugas, na tentativa de voltar a ter um homem para a geral. O australiano Jack Haig deverá ser a principal aposta.

Os coletivos mais fortes têm sido a Movistar e a Bahrain-Victorious. Vai ser uma luta interessante pela classificação por equipas. A Movistar podia tirar mais vantagem, caso Valverde não tivesse tido uma queda grave, obrigando o veterano espanhol a abandonar.

Aleksandr Vlasov também tem mostrado dificuldades quando o terreno inclina. Está na 11.ª posição, com o mesmo tempo do décimo classificado, e devido à sua regularidade deverá fazer top dez com relativa facilidade.

Romain Bardet caiu e deitou por terra as suas aspirações à geral. A sua equipa, agora, abordará a corrida de forma, focando-se sobretudo na conquista de etapas.

Bardet também poderá tentar conquistar a camisola de melhor trepador, visto que está no segundo lugar da classificação, com 22 pontos, menos seis que Damiano Caruso. Vamos ver vários elementos da Team DSM nas fugas.

Quanto a desistências, acabaram por abandonar a prova treze ciclistas, com destaque para os abandonos de: Hugh Carthy, Alejandro Valverde, Davide Cimolai e Juan Sebastián Molano.

A segunda semana será dura. Serão seis dias, com três etapas de média montanha, duas de alta montanha e uma para sprinters. As etapas 14 e 15, no fim de semana, prometem espetáculo, com chegadas ao Pico Villuercas e a El Barraco.

A primeira contará com uma contagem de terceira categoria e duas de primeira, com a última a culminar com a meta. Nas vésperas do descanso, os ciclistas irão ultrapassar duas primeiras categorias, uma segunda e uma terceira na parte final da etapa, com os últimos cinco quilómetros em terreno plano.

Foto de capa: La Vuelta
Artigo revisto por Joana Mendes

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