Volta a Portugal #1: Primeiro camisola amarela repete-se

- Advertisement -
modalidades cabeçalho

A cidade de Viseu recebeu o início da 84.ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta, sem a afluência do público habitual provavelmente por estarmos a meio de uma semana de trabalho.

Num trajeto relativamente bem conhecido da Volta, Cesar Martingil, da Aveludo – Louletano – Loulé Concelho foi o segundo a partir para o prologo curto de três quilómetros e 600 metros e aguentou durante bastante tempo com o tempo mais rápido, quatro minutos e dois segundos.

À medida que os ciclistas iam partindo a distância para o líder virtual ia encurtando até que Txomin Juaristi, da Euskatel Euskadi, atingiu os quatro minutos de e destronou da cadeira o português da formação algarvia.

O vencedor das últimas duas edições, Maurício Moreira, foi o penúltimo corredor da equipa Glassdrive Q8 Anicolor a partir para a estrada. Apesar de o uruguaio ter conseguido o melhor tempo no ponto intermédio, o ciclista acabou por não bater Juaristi e ficou a um segundo do espanhol.

No entanto, a equipa liderada por Carlos Pereira acabou por deixar o seu maior trunfo para o final. Rafael Reis que também venceu o prólogo na edição passada e que é especialista em contrarelógio, foi o ciclista a fechar o prólogo. Reis não cedeu na reta final e baixou o tempo dos quatro minutos, conseguindo ganhar a camisola amarela por dois segundos de diferença.

Fonte: Pedro Silva / Bola na Rede

Atendendo às próximas etapas, mais planas do que montanhosas, Rafael Reis pode manter a camisola amarela, mas tudo depende do desgaste no trabalho realizado a favor de Maurício Moreira. Na conferência de imprensa pós prologo, Rafael Reis não se mostrou preocupado em perder a liderança porque sabe que o seu trabalho é outro.

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA PÓS PRÓLOGO

Maurício Moreira, da Glassdrive Q8 Anicolor, vencedor das últimas duas edições da Volta a Portugal

Bola na Rede (BnR): Houve algum troço que foi mais complicado neste prólogo?

Maurício Moreira: A dor de pernas foi do início até ao fim. Mas acho que a parte mais dura foi aqui no final, os últimos 700/800 metros praticamente desde a entrada no túnel. O vento também batia forte e o desnível do túnel faz que haja essa mudança de ritmo que trazes praticamente desde a partida. Acho uma das partes mais difíceis desse circuito.

BnR: O Maurício fez uma grande Volta o ano passado, mas a área que mostrou algumas dificuldades foi na alta montanha. Houve uma preparação diferente para este ano para preparar as etapas de alta montanha, como as chegadas à Torre e à Senhora da Graça?

Maurício Moreira: Não, não. A preparação foi praticamente a mesma. Não é estranho que tenha dificuldade na alta montanha.

Defendo-me bem na alta montanha, mas logicamente a gravidade faz o seu trabalho. Sou um ciclista muito alto e muito pesado e com o passar dos dias, isso custa muito, mas não posso mudar a minha preparação focada simplesmente na alta montanha porque perderia muito o benefício no prólogo que é o meu forte.

BnR: O principal objetivo é revalidar a vitória na geral?

Maurício Moreira: Sem dúvida que gostaria de revalidar o título na Volta, mas antes dos meus objetivos pessoais, há os objetivos da equipa. Por isso, sei que tenho de estar muito tranquilo. Se chego a ter um dia mau ou qualquer outra circunstância, posso acreditar em qualquer um dos meus companheiros para salvaguardar os interesses da equipa e tentar conseguir a vitória no final da Volta.

Rafael Reis, vencedor do prólogo e primeiro camisola amarela da Volta a Portugal

BnR:  Em termos de preparação de prólogos e de contrarelógios, o Rafael, enquanto especialista neste tipo de provas, estabelece como alvo um tempo referência para bater?

Rafael Reis: Mais ou menos, tenho uma ideia do tempo que vou fazer. Não consigo especificamente preparar três cinquenta e oito [tempo no prólogo]. Não consigo. Tenho mais ou menos uma ideia do que se vai fazer. Isto é em todo o terreno.

Já há aplicações que conseguem prever consoante o estado de forma e a todos os dados, como as condições do tempo. Mais ou menos se consegue perceber, mas nós preparamos o exercício para o tempo que vai ser o prólogo, neste caso.

BnR: E houve aqui alguma fase mais difícil do prólogo?

Rafael Reis: O mais difícil é gerir porque isto é muito curto. Quando é altura para começares a gerir o teu esforço, é altura de carregar, de começar a fazer força.

Pedro Filipe
Pedro Filipehttp://www.bolanarede.pt
Curioso em múltiplas áreas, o desporto não podia escapar do seu campo de interesses. O seu desporto favorito é o futebol, mas desde miúdo, passava as tardes de domingo a ver jogos de basquetebol, andebol, futsal e hóquei nacionais.

Subscreve!

Artigos Populares

Chegou a ser apontado ao FC Porto e agora confessa insatisfação no Barcelona: «Merecia jogar mais»

Roony Bardghji confessou a insatisfação por estar a ter poucos minutos no Barcelona. O avançado sueco chegou a ser apontado ao FC Porto.

Mbappé antevê duelo com o Brasil e aborda ausência de Neymar na convocatória: «Não posso ir contra o meu ex-treinador, que é o Ancelotti»

Kylian Mbappé abordou o confronto entre o Brasil e a França, marcado para esta quinta-feira, e descartou qualquer favoritismo perante a seleção canarinha.

Sporting: Geovany Quenda antecipa viagem para Lisboa

Geovany Quenda vai chegar a Lisboa mais cedo do que o previsto. O extremo do Sporting deve aterrar no Aeroporto Humberto Delgado no sábado.

Mercado: Internacional portuguesa a caminho do Real Madrid

Andreia Jacinto está muito perto de ser reforço do Real Madrid. A internacional portuguesa representa atualmente a Real Sociedad.

PUB

Mais Artigos Populares

Luís Guilherme fala sobre adaptação ao Sporting: «Desde o primeiro dia que me sinto em casa»

Luís Guilherme falou sobre adaptação a Portugal e destacou o papel de João Simões na superação da timidez e na rápida adaptação ao grupo.

Benfica baixa exigência por António Silva

António Silva pode ser um dos nomes a sair do Benfica no próximo mercado de transferências, já que vai entrar no último ano de contrato.

Mateo Tanlongo regressa ao plantel principal do Sporting 3 anos depois

Mateo Tanlongo regressou ao plantel do Sporting, quase três anos depois. O argentino integrou os trabalhos liderados por Rui Borges.