A W52 tem aqui a sua quinta vitória consecutiva (embora com patrocinadores diferentes) depois dos triunfos de Marque, Veloso, por duas vezes, e Vinhas no ano passado, junta agora a vitória do espanhol, que até se viu nesta Volta a ser “aguadeiro”, lançador do sprinter Samuel Caldeira, rolador, contrarrelogista e, claro, trepador, algo que no seu passado tem mostrado ser, mas é incrível ter “juntado” em poucos anos mais algumas caraterísticas, já descritas, à sua forma de correr.

A equipa do vencedor da Volta, a W52-FC Porto, dominou em quase todos os aspetos, sendo que levam para casa 6 das 11 etapas e colocaram 2 ciclistas nas duas primeiras posições da geral individual, sendo que ainda conseguem meter o português António Carvalho em 6.º lugar, que provavelmente foi o melhor gregário em prova e mostrou uma grande capacidade de recuperação em vários momentos da mesma, depois de trabalhar bem para os seus líderes. É outro caso de relevo e que merece consideração. Veremos o que o futuro reserva a este ciclista de 27 anos e ainda com muito para dar, em princípio.

A Efapel, o Louletano-Hospital de Loulé e a Rádio Popular Boavista tiveram todas uma vitória de etapa e ainda pelo menos um ciclista presente no top’10 final da geral individual. António Barbio – numa fuga bem-sucedida e onde foi o último “sobrevivente” de tal situação – e Vicente de Mateos (que juntou à vitória o lugar no pódio) conseguiram esse feito para as duas primeiras equipas, respetivamente, sendo que foi o veteraníssimo Rui Sousa a dar a vitória à equipa do Boavista e um momento de alegria a todos aqueles que gostam de se ver a ser feita justiça no ciclismo (depois de não ter conquistado a etapa anterior na “sua casa”), além da alegria a todos os fãs e acho que até ao próprio pelotão nacional, que respeita de forma incrível o Rui.

O último “adeus” à carreira de um grande senhor e ciclista português  Fonte: Volta a Portugal
O último “adeus” à carreira de um grande senhor e ciclista português
Fonte: Volta a Portugal

Há que dedicar mais um parágrafo a este grande senhor e enorme ciclista português. Nunca venceu uma Volta a Portugal, mas também nunca desistiu de o tentar, mesmo após ultrapassar os 40 anos. Aos 41 anos e após praticamente 20 anos de carreira, o português passou por equipas bem conhecidas como a Maia Milaneza, LA Alumínios, Liberty Seguros, Efapel e, mais recentemente, a Rádio Popular Boavista, pela qual termina a sua longa e boa carreira no seio do ciclismo nacional. O Bola na Rede deseja as maiores felicidades pessoais e futuramente profissionais a um ícone do ciclismo nacional (a forma como o público e os ciclistas o acarinharam nesta última corrida da sua carreira demonstrou exatamente o quanto ele significa para todo o pelotão nacional e para todo o público português).

Por fim, nota para a equipa do Sporting-Tavira que acabou por ter uma prova infeliz e além de não terem conseguido uma vitória em etapa, também não conseguiram ter um homem no pódio. Após os problemas de Joni Brandão antes da prova e da lesão de Frederico Figueiredo durante a mesma, a equipa do Sporting ficou com menos opções e teve de apostar na dupla Nocentini/Marque para a geral, sendo que até acabaram juntos, respetivamente, no quarto e quinto lugar. 

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