Tendo em conta as circunstâncias e o que a equipa teve que fazer face a algumas situações, não se pode considerar que tenha sido uma prestação negativa, mas a verdade é que também há muito espaço para melhorar significativamente para a próxima Volta a Portugal. A equipa precisa de mais dois ou três bons reforços e manter as suas principais peças. Se assim acontecer, acredito que o próximo ano será muito melhor para a equipa verde e branca e estarão novamente na luta pela camisola amarela.

Nas equipas estrangeiras, destaque para duas equipas: a “militar” Armée de Terre, que venceu 2 etapas (Damien Gaudin é um excelente contrarrelogista e Bryan Alaphilippe, o irmão mais novo do mais conhecido Julian, é um jovem sprinter com um bom futuro pela frente, se tudo lhe correr da melhor forma), e a Israel Cycling Academy, que conquistou a camisola da juventude por intermédio de Krists Neilands – outro ciclista jovem que acredito que irá dar que falar no futuro e que nesta Volta ainda conseguiu ser 10.º classificado na geral).

O melhor jovem desta Volta, Neilands, tem potencial para se destacar futuramente em provas da categoria máxima do ciclismo internacional  Fonte: Volta a Portugal
O melhor jovem desta Volta, Neilands, tem potencial para se destacar futuramente em provas da categoria máxima do ciclismo internacional
Fonte: Volta a Portugal

 

Por fim, do top’10 da geral individual final, destacar a presença da dupla da Efapel composta por Henrique Casimiro e o bem conhecido Sérgio Paulinho e a presença de João Benta, da Rádio Popular Boavista, logo à frente destes dois nomes. Além da geral para Alarcón, a W52-FC Porto leva para casa a camisola da montanha através de Amaro Antunes e a classificação geral individual por equipas. Além disto, De Mateos, da Louletano, levou com ele a camisola dos pontos, além da tal presença no pódio da geral.

Chegou, então, ao fim mais uma Volta a Portugal em bicicleta e com ela o domínio, novamente, da equipa do costume. Apesar disto tudo, há suspeitas que pairam no ar sobre vários casos no ciclismo português e em solo nacional e isso deveria ser combatido com mais rigidez e “pulso firme” por parte dos maiores responsáveis – acho que todos os que gostam de ciclismo pretendem sempre o melhor para a modalidade e a maior transparência possível. Enquanto isso não acontecer, existirá sempre alguém que levantará estas mesmas suspeitas e o ciclismo em Portugal dificilmente crescerá internamente e externamente durante esses momentos (em jeito de nota final, aconselho a procurarem o que muitos “lá fora” acabam por comentar sobre a nossa Volta a Portugal).

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artigo revisto por:  Ana Ferreira