A CRÓNICA: PARA QUÊ, BURGOS?

Após a passagem pela Serra da Estrela, a Volta virou-se para os sprinters, e a jornada entre Oliveira do Hospital e Águeda era uma oportunidade imperdível para os homens mais rápidos do pelotão.

Cedo se formou um grupo escapado de cinco elementos, que foi disputando os prémios de montanha e as metas volantes. À fuga nunca foi permitido ter uma vantagem suficiente para sonhar com a vitória de etapa, nunca subindo para cima de quatro minutos.

No pelotão, as equipas da geral foram resguardando-se do vento forte que assolou a parte final da viagem, e foi a Burgos-BH a assumir grande parte das despesas de perseguição. Uma talvez inexplicável ação do conjunto espanhol, que não apresenta nas suas fileiras nenhum homem com credenciais para este tipo de finais.

Com a fuga alcançada já dentro dos últimos 20 quilómetros, Luís Gomes ainda foi a tempo de vencer a terceira meta volante da jornada, procurando defender a camisola dos pontos. Seguiu-se um ataque de Willie Smit, que rapidamente foi neutralizado, condenando por completo ao insucesso as tentativas da Burgos.

Anúncio Publicitário

Nos mil e quinhentos metros finais, chegou-se à frente a equipa francesa da Arkéa-Samsic, que levou em comboio de primeira classe Dan McLay até à meta, com o britânico a não defraudar e a erguer os braços em vitória na linha de meta, não se deixando intimidar pela aproximação final de Leangel Liñarez e Riccardo Minali.

Quarto na etapa, Luís Gomes continua com a camisola dos pontos, que amanhã terá nova batalha entre o português e o vencedor de hoje. Nas restantes classificações, não há alterações de relevo.

Foto de capa: Federação Portuguesa de Ciclismo