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O equatoriano Richard Carapaz sagrou-se vencedor da 84.ª edição da Volta à Suíça, no passado domingo, na localidade de Andermatt.
Os 17 segundos de diferença para o segundo classificado Rigoberto Urán, asseguraram-lhe o triunfo final. Em terceiro lugar finalizou o dinamarquês Jakob Fuglsang, da Astana, já a 1m15s do líder.
A prova começou logo a abrir com uma grande vitória para Stefan Kung, “homem da casa”, no contrarrelógio inicial de 10.9 quilómetros. Em segundo lugar ficou Stefan Bissegger, a quatro segundos, outro ciclista suíço que tem estado em grande destaque nos últimos tempos. Mattia Cattaneo ficou em terceiro, a 12 segundos.
Depois veio o “show” de Mathieu Van der Poel, que acabou por vencer as duas etapas seguintes. Após a sua segunda vitória, arrebatou mesmo a camisola de liderança da prova. A competição não apresentava muitos nomes para o sprint, e nas duas etapas mais talhadas para homens rápidos, o holandês correspondeu da melhor maneira.
Ao quarto dia, Stefan Bissegger acabaria mesmo por vencer, após ter estado muito perto na primeira etapa. O ciclista da EF Education-Nippo esteve na fuga do dia e foi o mais forte no momento decisivo. Van der Poel mantinha a sua camisola de líder.
A partir do quinto dia começavam as decisões para a classificação geral. A montanha aparecia e os líderes de cada equipa também. Richard Carapaz e Jakob Fuglsang fugiram do pelotão, e alcançaram uma vantagem de 39s para os rivais. O sprint final, entre os dois, foi brilhante, com o equatoriano a levar a vitória na raça.
O dia seguinte ficou marcado por novo sucesso dos homens escapados. Rui Costa estava na frente e acabou mesmo por vencer o sprint final, contra Andreas Kron e Hermann Pernsteiner. Só que foi considerado um sprint irregular pelo painel de comissários da corrida, que referiram ter sido uma abordagem perigosa e que podia prejudicar o dinamarquês Kron. O português acabaria por ser relegado para segundo. Polémica à parte, Carapaz mantinha-se na liderança, com 26s de vantagem para Fuglsang e 38s para Schachmann.
Ao sétimo dia, novo contrarrelógio, desta vez de 23.2 quilómetros. Rigoberto Urán viria a obter uma vitória surpreendente, tendo feito o percurso em 36m02s. Alaphilippe terminou em segundo, a 40s, enquanto Gino Mader fechou em terceiro lugar a 54s. Na geral, o colombiano Urán subia três postos, passando para segundo lugar, a 17s da liderança de Carapaz.
A última vitória de Urán tinha sido no Tour da Eslovénia de 2018! Praticamente três anos depois, o corredor experiente, natural de Urrao, parece estar de volta à sua melhor forma.
No último dia, Urán ainda tentou, mas Richard Carapaz esteve sempre em cima do acontecimento e nunca deixou os seus concorrentes brigarem pela sua camisola. A vitória na etapa acabou por cair para Gino Mader, outro ciclista suíço, que está a dar cartas esta temporada. Esta Volta à Suíça foi brilhante para os corredores suíços. Os três ciclistas mais conhecidos do país e com mais provas dadas nos últimos tempos acabaram por vencer. Carapaz triunfou na geral, passando a ser o primeiro equatoriano a vencer a esta prova.
1st Congratulations: @RichardCarapazM (@INEOSGrenadiers ) winner of the 84th Tour de Suisse)@EddieDunbar @Vaudoise_de @Vaudoise_fr @SANTINI_SMS pic.twitter.com/z9A8BorqIQ
— Tour de Suisse (@tds) June 13, 2021
PONTOS IMPORTANTES A DESTACAR
Ciclistas suíços em destaque – Nesta prova, os nomes importantes do ciclismo suíço acabaram por vencer. Enquanto Stefan Kung é o atual campeão europeu de contrarrelógio, os outros dois, Bissegger e Mader, são nomes relativamente novos para a maioria dos fãs de ciclismo. Kung já havia vencido nesta prova, em 2018, também num contrarrelógio. Mader e Bissegger estrearam-se a triunfar.
Carapaz e Ineos em boa forma – Foi bom voltar a ver Richard Carapaz ao mais alto nível competitivo. O seu último triunfo em classificações gerais tinha sido no Giro de Itália de 2019, na altura ainda na Movistar. A Ineos somou mais uma vitória numa geral nesta época, alcançando 27 conquistas no total. A equipa britânica encontra-se no topo da tabela de vitórias, juntamente com a Deceuninck-Quick Step.
Alaphilippe de fora do pódio para assistir ao nascimento do filho – Julian Alaphilippe até estava bem colocado para fechar no pódio final da prova, depois do seu segundo lugar no contrarrelógio do sétimo dia. No entanto, acabou por não partir para a última etapa, porque tinha recebido a notícia de que o seu bebé estava prestes a nascer e o francês queria estar presente no momento do nascimento do seu primeiro filho.
Merci à tous pour vos messages d’anniversaire 🥳🥳🥳 #29
Encore à bloc aujourd’hui sur le Tour de Suisse🇨🇭
Je tiens plus en place à quelques jours de rencontrer notre bébé ⏳@Roussemarion
❤️❤️❤️
📸 @GettySport pic.twitter.com/yCvnIQcKxU— Julian Alaphilippe Officiel (@alafpolak1) June 11, 2021
Mathieu Van der Poel em forma – Duas vitórias nesta prova demonstram bem a forma em que se encontra. Será líder da Alpecin-Fenix na Volta à França, e certamente que estará na luta por algumas etapas.
Rui Costa conquista mais um top dez – O ciclista português adora esta prova, visto que já a conquistou por 3 ocasiões, de 2012 a 2014, e cinco etapas, também distribuídas por diferentes edições. Esteve perto da vitória na etapa 6, mas o desvio de trajetória no sprint final acabou por ser fatal para as suas aspirações. No último dia finalizou a etapa no sexto lugar, o que lhe permitiu subir duas posições, acabando no sétimo posto da geral, a 3m43s de Carapaz.
Ciclistas reaparecidos – Foi bom voltar a ver Rigoberto Urán a obter a glória, com a vitória no contrarrelógio e o seu segundo lugar final. Jakob Fuglsang também voltou aos grandes planos, o que poderá ser bom para a Astana no Tour. O italiano Domenico Pozzovivo também foi destaque, visto que não terminava no top 10 de uma prova desde, precisamente, a Volta à Suiça de 2019!
Foto de Capa: Tour de Suisse












