Publicidade

Conor McGregor caiu de pé perante o melhor de sempre

André Conde · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidades

Foram meses de “trash talk”, muita expectativa e muitas previsões, era chegado o dia que todos esperavam.

O “Combate do Século”, como foi apelidado, estava pronto para começar. De um lado Floyd Mayweather, considerado unanimemente o melhor boxer de todos os tempos a par de Muhammad Ali, invicto com 49 vitórias em outros tantos combates, regressava aos ringues para superar o registo de Rocky Marciano e cimentar-se como o melhor em termos de resultados.

Do outro, Conor McGregor, a estrela do UFC. O “Notorious” fez carreira na MMA, tornando-se, além de lutador, uma celebridade seguida por muitos, aceitou o combate de acordo com as regras de boxe e queria ser o 1 em 49-1, fazendo Mayweather perder pela primeira vez.

Duas personalidades excêntricas que vieram do nada para serem os melhores. Floyd Mayweather, criticado por muitos pelo seu boxe mas com os resultados a falarem por si, contra Conor McGregor, arrogante para alguns, para outros alguém um exemplo a seguir, pois mesmo quando ninguém acredita, se ele diz que vai fazer, ele faz. Las Vegas era o sítio onde tudo se resolvia.

O favoritismo estava, claramente do lado de Mayweather, por ser este um combate de boxe, mas a realidade foi que McGregor entrou a matar. O irlandês sabia que tinha de atacar logos nos minutos iniciais para tentar derrotar Floyd, se não arriscava-se a prolongar o combate por mais tempo do que aquele a que está habituado nos combates da UFC.

O momento da vitória
O momento da vitória
Fonte: MMA Mania

McGregor quis entrar a matar, pois sabia que as suas hipóteses de ganhar eram maiores nos primeiros rounds e não se o combate se fosse arrastando, demorando mais tempo do que aquele a que o irlandês está habituado no UFC. Mayweather sabia disto e “entregou o jogo” a Conor por pura estratégia para perceber como era o seu estilo de luta e os seus tiques, assim como a força dos seus socos. Mal percebeu o seu estilo de combate, Mayweather foi desgastando-o e obrigando-o a errar, começando a crescer no combate. Seria uma questão de tempo até Floyd conseguir a vitória, que aconteceu ao 10º round. O árbitro decidiu atribuir a vitória por KO técnico a Mayweather, uma decisão contestada por alguns mas que se aceita claramente.

Pode-se odiar o estilo de boxe ou a sua vida excêntrica, mas há que admitir. Floyd “Money” Mayweather é o melhor de sempre. O seu legado fala por si e não seria este combate que iria mudar isso. Mesmo já “reformado” dos ringues e com 40 anos, provou o porquê de merecer o seu lugar na história do desporto. Conor McGregor também merece uma enorme ovação. Saiu da sua zona de conforto e sem medos lutou contra o melhor do mundo do boxe com as regras da modalidade. Ele sabia do risco, mas não olhou para trás. Foi Conor McGregor, acreditando que conseguia contra todas as expectativas.  Caiu, mas caiu de pé, dando uma boa réplica e calou todos aqueles que pensavam que iria ser humilhado.

Foto de Capa: MMA Mania

André Conde

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.