Wrestlemania 39 #2: A história acaba mal para Cody Rhodes

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A “BESTA” VENCE O “GIGANTE”

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Um bom combate para abrir a segunda noite da Wrestlemania. Curto, mas com todas as condições para se tornar memorável, foi um combate que ninguém (a não ser talvez um homem que agora anda de bigode) pediu. Ainda assim, foi melhor que as expetativas.

Não foi um “show” atlético, de forma alguma, mas a história de um Brock Lesnar “pequeno” à beira do “Gigante Nigeriano” foi engraçada e valeu a pena pelas imagens de Lesnar a ser arremessado por Omos e pelos “german suplexes” aplicados pela “Besta”.

Brock Lesnar ganhou num combate que não beneficiou nenhum dos atletas, mas que conseguiu não ter grandes falhas técnicas, o que tendo em conta as expetativas quando o desafio foi lançado, é bastante bom.

Nota do combate: 6/10

RONDA ROUSEY E SHAYNA BASZLER GANHAM, COMO SE ESPERAVA

Com o mesmo lugar no “card” que o combate de homens na noite anterior, a “Wrestlemania Showcase” feminina mostrou alguma falta de psicologia, muito por causa de apenas existir uma equipa “a sério” no combate (Ronda Rousey e Shayna Baszler) com as restantes a serem claramente formadas apenas para não deixar tanta gente de fora do evento.

Natalya teve direito a uns momentos interessantes, nomeadamente com um duplo “Sharpshooter” e uma homenagem aos Hart Foundation (equipa constituída por Bret Hart e Jim Neidhart, pai de Natalya). De resto, Raquel Rodriguez também pareceu muito forte, com várias demonstrações de força.

A questão é que este combate só teve três equipas, praticamente com Ronda Rousey e Shayna Baszler a aparecer apenas no início e no final, para levarem a vitória. Para acrescentar reminiscências de uma história a um combate sem estipulação, Ronda ganhou com um “armbar” prolongado a SHOTZI (porque toda a gente se quer recordar daquele combate no Survivor Series).

Nota do combate:3/10

O GENERAL CONTINUA CAMPEÃO

Combate do fim de semana! Se o “Wrestlemania Showcase” mostrou o mau trabalho de Triple H na direção criativa das mulheres do Smackdown, este combate mostrou a elevação do Título Intercontinental a uma dimensão que não alcançava há mais de 10 anos.

GUNTHER venceu uma luta que soube ser espetacular, dramática e bem ritmada, algo que tantas vezes falha em qualquer empresa do Mundo. Em 2023, um combate focado em Sheamus e na sua demanda em busca do único título que não conquistou, deitou a casa abaixo.

Com momentos intensos e engraçados como os murros de Sheamus no peito do campeão ao mesmo tempo que Drew desferia “chops” no austríaco, o combate soube ainda contar a história da rivalidade eterna entre os dois candidatos ao título. McIntyre impediu mesmo um pin de Sheamus a GUNTHER, levando a uma troca de olhares que realçou a ideia de traição que o líder dos “Brawling Brutes” apontou ao rival escocês ao longo das últimas semanas.

E o final é simplesmente fantástico. Sheamus aplica um Brogue Kick a Drew McIntyre e quando está prestes a tornar-se campeão, GUNTHER salta do topo da corda e aplica uma “Powerbomb a ambos os rivais. Sensacional, melhor combate do ano na WWE até ao momento e ganhou a pessoa certa, com GUNTHER a reunir todas as condições para quebrar o recorde do Honky Tonk Man como campeão Intercontinental mais longo de sempre.

Nota do combate: 10/10

Filipe Pereira
Filipe Pereira
Licenciado em Ciências da Comunicação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o Filipe é apaixonado por política e desporto. Completamente cativado por ciclismo e wrestling, não perde a hipótese de acompanhar outras modalidades e de conhecer as histórias menos convencionais. Escreve com acordo ortográfico.

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