WWE Fastlane: Um regresso, campeões novos e várias histórias

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    MUDANÇA DE TÍTULOS INESPERADA A ABRIR

    Na abertura do Fastlane, Jey Uso e Cody Rhodes surpreenderam ao derrotarem os Judgment Day (Finn Bálor e Damian Priest) para conquistarem os títulos de equipas. Num combate que não desiludiu em termos de ação, face à qualidade dos lutadores, também houve tempo para inserir alguma história, desde logo o facto de ter sido JD McDonagh, com um golpe com a mala Money in the Bank que acertou acidentalmente no joelho de Damian Priest, a custar ao combate ao grupo do qual ele quer fazer parte.

    O resultado não deixa de ser surpreendente, uma vez que os Judgment Day só tinham conquistado os títulos no premium live event (PLE) anterior, mas também não acredito que Rhodes e Uso tenham os títulos durante muito tempo. A WWE tem aqui várias possibilidades para continuar a história. Uso sempre pode voltar para junto do seu irmão Jimmy, dependendo do seu futuro dentro da Bloodline, e toda a gente quer ver Rhodes a voltar a desafiar Roman Reigns pelo título, com muitas pessoas ainda angustiadas pelo resultado da WrestleMania anterior.

    CARLITO AINDA TEM O QUE É PRECISO

    No segundo combate, Bobby Lashley e os Street Profits iriam defrontar elementos da LWO, mas com algum mistério no ar. Joaquin Wilde e Cruz del Toro tinham sido atacados no SmackDown da véspera pelos seus adversários e não estavam em condições de competir no sábado, mas Mysterio prometeu fazer uma chamada telefónica para arranjar um parceiro. Num combate que foi três contra dois durante a maior parte do tempo, lá apareceu o parceiro surpresa: Carlito.

    O homem que cospe maçãs na cara de pessoas que não gostam de ser fixes (com uma nova música de entrada que não me agradou particularmente) não esteve muito tempo em ação, mas rapidamente se percebeu que ainda tem o que é preciso para ser uma figura ativa na WWE, se assim desejar (mais ainda porque isso pode facilitar uma heel turn de Santos Escobar, que se prevê que aconteça). Carlito conseguiu a vitória para a sua equipa, tendo eu algumas reservas sobre a forma como a WWE está a lidar com a aliança Lashley/Street Profits, sobretudo depois do entusiasmo que a mudança de rumo dos Profits gerou. Infelizmente, têm vindo a perder algumas vezes e a levar sermões do seu líder, ficando a expetativa de perceber se este grupo vai ter mais algum elemento ou não.

    SKY SOBREVIVE, MAS CUIDADO COM A RAINHA

    Voltando aos combates pelos títulos, IYO SKY teve de defender o seu título feminino num combate de ameaça tripla contra Asuka e Charlotte Flair. As duas japonesas tinham tido uma excelente luta umas semanas antes no SmackDown e desta vez repetiram a dose, mas com a introdução da Rainha. E, apesar de o combate ter sido bom no geral, a proteção feita a Charlotte Flair acaba por ser a maior pista do que vem a seguir.

    Charlotte tinha Asuka presa no Figure-Eight, com a japonesa inclusivamente a desistir, mas o árbitro não estava a olhar, uma vez que Bayley o estava a distrair. SKY, com grande sentido de oportunismo, aplicou o Moonsault em cima de Flair e manteve o título. Mas, face à desistência anterior de Asuka, Charlotte deve usar esse argumento como justificação como futura oportunidade pelo título, o que não são propriamente boas notícias, uma vez que Flair como babyface não é algo que resulte bem.

    TEMOS UMA NOVA MEGAESTRELA? YEAH!

    No combate que talvez era o mais aguardado da noite, John Cena e LA Knight fizeram equipa para defrontar dois membros da Bloodline, Jimmy Uso e Solo Sikoa. No final, todos desempenharam bem o seu papel. John Cena, uma das maiores estrelas do seu tempo, estava lá para valorizar outras estrelas do tempo de hoje, como LA Knight, enquanto Solo Sikoa foi o brutamontes de sempre e Jimmy Uso voltou a ser arrogante e a dar-se mal com isso. O resultado também foi o correto, com Knight a conseguir o assentamento vitorioso no irmão Uso, o que abre intriga para o próximo SmackDown.

    Roman Reigns vai fazer o seu regresso à marca azul na próxima sexta-feira e certamente não estará satisfeito com os comportamentos mais recentes de Jimmy, o que pode levar à sua expulsão da Bloodline. E, assim que isso acontecer, também será interessante perceber se Jey Uso se mantém no Raw a tratar dos próprios assuntos ou se vem dar uma ajuda ao irmão gémeo no SmackDown. Para já, Knight continua em altas, Cena não deverá ficar muito mais tempo até regressar a Hollywood e a Bloodline tem aqui várias opções para histórias.

    ROLLINS CONTINUA O SEU REINADO

    O combate principal, à semelhança do Payback, voltou a ser Seth Rollins e Shinsuke Nakamura como protagonistas principais na luta pelo título mundial, desta vez num Last Man Standing. E é bom dizer que o combate correspondeu às expetativas, sendo sempre muito físico e respeitando a história que tinha sido contada no caminho para este PLE. Nakamura foi bastante metódico no ataque às costas do campeão, que, respeitando também o seu papel, mostrou enorme resistência. No final, foi Rollins a levar a melhor, com um Falcon Arrow do topo de uma mesa para cima de outra, garantindo que o japonês não se levantava antes da contagem de dez.

    Daqui para a frente, vamos ver que papel é que a WWE tem para Nakamura, que mostrou a sua melhor versão nesta rivalidade com o Visionário. Um Nakamura extremamente frio, cerebral e metódico, quer nas suas promos, quer dentro do ringue, é o melhor Nakamura e espero que não desça muito na lista de prioridades da WWE. Quanto a Seth Rollins, continua a ser um campeão valente, mas a janela para Damian Priest fazer o cash-in do Money in the Bank deve estar a aproximar-se. Importa referir que a WWE deixou claro antes do combate que tal não iria acontecer no Fastlane, devido à lesão no joelho que Priest tinha sofrido no seu combate, mas o homem dos Judgment Day merece esse momento e Rollins não ficaria mal no papel de candidato principal.

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    Bernardo Figueiredo
    Bernardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
    O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.