WWE Saturday Night’s Main Event: Regresso ao passado

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A WWE teve no último sábado mais um evento especial, com o regresso do Saturday Night’s Main Event. Cinco combates em que tivemos uma campeã inaugural, algumas histórias a serem continuadas e um combate principal que deixa água na boca para as próximas semanas.

UM JÁ ESTÁ, FALTAM QUATRO

O primeiro combate da noite teve Drew McIntyre a defrontar Sami Zayn, com o escocês a iniciar a sua missão pessoal de derrotar todas as pessoas que se alinharam com Roman Reigns no Survivor Series no mês passado. Sami foi o primeiro, com o combate a ser aquilo que se esperava, com o escocês a dominar e com o canadiano sempre a dar a ideia de que poderia recuperar e vencer. No final, McIntyre foi mais esperto, fazendo com que Zayn fosse atrás dele e acertando um Claymore assim que Sami entrou no ringue.

LIV SOBREVIVE, MAS AINDA TEM UM ASSUNTO POR TERMINAR

O título feminino estava em jogo no combate seguinte, com a campeã Liv Morgan a defender o título contra IYO SKY. Esta foi uma rara oportunidade em que pudemos ver Morgan a ter um combate inteiro sozinha, sem qualquer interferência dos elementos dos Judgment Day e SKY proporcionou um combate, como se esperava que o fizesse. No final, depois de Liv levantar os pés quando SKY estava a efetuar o Over the Moonsault, Morgan venceu o combate com o Oblivion. Depois da vitória da campeã, Rhea Ripley apareceu para confrontar Liv Morgan, recordando que esse programa ainda não acabou (mas esperemos que esteja para breve).

VERDADEIRAMENTE UM GENERAL NO RINGUE

De seguida, tivemos GUNTHER a defender o título mundial contra Finn Bálor e Damian Priest, num combate que teve sempre um ritmo e intensidade elevados. O resultado foi o correto, com GUNTHER a manter o título depois de despachar Priest com um powerbomb nas escadas e a terminar o assunto dentro do ringue contra Bálor, com o powerbomb. Os dois antigos amigos dos Judgment Day ainda deverão ter um último combate, com curiosidade para perceber o que é que o campeão vai fazer daqui em diante.

CHELSEA MERECE

Antes do combate principal, chegava a altura de coroar a primeira campeã feminina dos Estados Unidos de sempre. A luta era entre Chelsea Green e Michin e foi Chelsea a levar a melhor, para enorme satisfação do público de Long Island. O combate não foi o melhor, e a nova campeã terá de melhorar em combates mais longos (embora o final, com o Unpretty-Her vindo das cordas, tenha sido muito bom), mas Chelsea merece sem dúvida esta distinção, por tudo o que tem feito desde que voltou à WWE. O facto de terem conseguido arranjar mulheres suficientes para este torneio (e ainda para o título Intercontinental) diz bem da saúde da divisão feminina da WWE neste momento.

KEVIN TEM RAZÃO

Para terminar, cabia a Cody Rhodes defender o seu título da WWE contra Kevin Owens. Antes de mais, congratular a WWE por fazer com que Rhodes viesse para o ringue com um título antigo, obedecendo ao tema retro deste evento especial. Depois, embora o combate não fosse nada que já não tenhamos visto de Rhodes e de Owens, a história serviu o seu propósito. Para além de algumas referências a Randy Orton (peça importante desta história), Owens não venceu porque o adversário tinha sido derrubado quando o canadiano estava em condições de vencer o combate. Para além disso, Rhodes venceu com um Cross Rhodes numa cadeira (trazida por KO para o ringue), algo que seria motivo de desqualificação caso algum árbitro tivesse visto.

A melhor parte foi estranhamente deixada para quando as câmaras deixaram de gravar, com Owens a regressar ao ringue e a atacar Cody com o mesmo piledriver que deixou Orton fora de ação (para além de ter uma discussão acesa com Triple H). Ou seja, esta história vai continuar a ter pernas para andar e as próximas semanas vão ser intrigantes.

Bernardo Figueiredo
Bernardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

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