Assalto nipónico em solo germânico | Saltos de Esqui

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RYOYU SERVIA O APERITIVO PARA O GRANDE BANQUETE

Tudo começaria a ganhar forma em Oberstdorf, palco da primeira etapa do certame com o trampolim Schattenberg de 137m cujo  K-Point era de 120m e o record da autoria do já retirado  norueguês Sigurd Pettersen de 143.5m que datava de 2003, a receber 70 homens que se digladiariam por 50 vagas para a prova do dia seguinte. De realçar que a chuva forte e a intensidade do vento fariam interromper por duas ocasiões a ronda dificultando e muito a vida dos atletas.

Contornando estes percalços e revelando superioridade face aos rivais, quem venceria a qualificação seria Ryoyu Kubayashi abrindo com 129m. Em segundo voando menos dois metros terminava Karl Geiger, com Johann Andre Forfang a fechar o pódio efetuando 132m, ele que me ia surpreendendo face ao apresentado recentemente. Igualmente em terceiro aparecia Halvor Egner Granerud ao assinar 126.5m que mostravam que o norueguês se queria intrometer e ganhar respaldo para a “luta”!

Com o Top cinco a fechar com a presença do super regular Killian Peier, sendo que o helvético assinava 130.5m. Eisenbichler sexto, Kraft sétimo, Hoerl oitavo, Freund nono e Tande décimo, pareciam ser nomes com quem contar, pelo menos para esta primeira etapa!

Destaque-se ainda a primeira presença de toda a história da Turquia numa prova deste torneio com Fatih Arda Ipcioglu a ser o autor deste feito  e para o tímido arranque de Stoch, com o campeão do evento a realizar somente a 38ª melhor marca. Ausências para a prova eram saltadores como Andreas Wellinger ou Timi Zajc que se viam arredados da luta pela águia dourada!

O vento e a chuva, agora já menos profícuos marcavam novamente presença num dia em que voltariam os tradicionais mata-mata, duelos diretos, uma especialidade deste torneio. Quem finalizados os 50 primeiros saltos se ia demonstrando como  principal candidato a vencer era Robert Johansson anotando uma marca inicial de 135.5m, mas que me deixava muitas  dúvidas de o poder replicar na segunda ronda.

A cerca de quatro pontos estava o compatriota Granerud saltando menos três metros e meio, enquanto que a terceira posição estava entregue a Geiger com 131m. Ainda na luta pelo pódio encontravam-se : Marius Lindvik em quarto voando 129.5m, um metro mais que Kubayashi, ele que teria de puxar dos galões na segunda aparição. O melhor esloveno era Lovro Cos em sexto, ao passo que o melhor austríaco, contrariando a minha ideia, era Daniel Huber, com o líder dos suíços a ser Gregor Deschwanden  em oitavo.

A fechar os dez mais encontravam-se respetivamente Leyhe e Eisenbichler. Stephan Kraft apenas 17º  parecia perder o comboio na luta pela geral da qual Zyla e Stoch, este último o detentor do troféu, se despediam  não se livrando de uma surpreendente eliminação. No polo contrário evidenciar a primeira pontuação de sempre para os turcos, com Ipcioglu a escrever novamente história, sendo que este atleta, independentemente do que fosse o seu futuro na competição já ficaria com o seu torneio pessoal ganho!

VINDO DE TRÁS, RYOYU MOSTRA FIBRA DE CAMPEÃO

No começo da ronda final, a chuva voltava em força com o vento a  fazer  as marcas ficarem subitamente mais curtas, quem começava por dar nas vistas era Eisenbichler que realizando 132.5m ascendia até ao sétimo posto que lhe permitia manter-se em jogo. Este seria parado pelo surpreendente Lovro Cos que após voar 139.5m terminava em sexto lugar, naquele que  até à data era o melhor resultado da carreira do jovem de 22 anos. Karl Geiger, dececionar-me-ia ao fazer apenas 131m “caindo” para a quinta posição, com Lindvik a ser quarto arrancando 137.5m.

O pódio veria várias mudanças face ao vislumbrado na primeira ronda: desde logo Johansson comprovaria a minha ideia de que fruto da sua pouca experiência em realizar o derradeiro salto não defenderia convenientemente a liderança, com o viking a defraudar com  131m. O segundo posto seria conseguido por Granerud com um segundo apronto de 133m. Quanto à vitória, a quarta da temporada e a segunda consecutiva seria conquistada por Ryoyu Kubayashi que voaria impressionantes 141.5m, passando a ideia de que estaria um degrau acima dos rivais. Com o desportista de Sapporo a terminar a primeira etapa com uma vantagem de 2.8 pontos para Granerud e mais de seis face a Johansson.

Por esta ordem, Huber, Leyhe e Deschwanden seriam os restantes membros do Top dez, com Kraft apenas 12º classificado a quase hipotecar as suas chances em somar a segunda águia dourada. Lanisek com o 23º posto averbado, demonstrava ser ainda muito “verdinho” para as contas da geral!

EISENBICHLER REACENDIA A CHAMA GERMÂNICA

Depois da festa de Ryoyu na abertura, a segunda paragem do torneio seria o moderníssimo Grobe Olympiaschanze em Garmisch PartenKirchen, uma estrutura de 142m cujo o K-Point se situava nos 125m e que contava com um record feito em 2020 por David Kubacki, com o detentor de uma águia dourada a voar 144m num evento que veria a qualificação decorrer ainda em 2021 e a prova acontecer já no dia um de janeiro de 2022. Numa qualificação com 77 inscritos entre os quais diversos saltadores caseiros, quem levaria a melhor seria Eisenbichler, com o polícia que fizera 137m a relegar Ryoyu para a segunda posição com 134m, enquanto que a fechar em terceiro teríamos Karl Geiger com 135.5m.

A formar o Top cinco víamos Jan Hoerl em quarto com 138m e Piotr Zyla em quinto rubricando meio metro mais. De entre o lote dos dez melhores realço o sétimo melhor salto pertença de Daniel Tschofenig, um austríaco de 19 anos de quem espero muito.

A meio gás  estavam Lindvik e Granerud com os dois noruegueses a serem respetivamente 14º e 27º. Ainda a referir como surpresas positivas  a dupla da Estónia, Kevin Maltsev e Artti Aigro que asseguravam presença na prova de abertura do novo ano, contrariamente a Kraft que abandonaria em definitivo a luta pela geral ao falhar a presença na segunda etapa do torneio.

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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