Em trampolim normal, Ryoyu foi dominador | Desportos de Inverno

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NORUEGUESES DAVAM MOSTRAS DE SUPERIORIDADE

A primeira aparição  dos homens “pássaro” seria concretizada com a realização de uma ronda de qualificação, onde apenas três dos 53 atletas em representação de 25 nações ficariam de fora da “luta”. Posto isto quem parecia chegar  aos Jogos com vontade de dar sequência ao bom momento vivido, mostrando-o de pronto , era Lindvik que ao assinar uma marca de 100.5m conquistaria o apronto e consequentemente um cheque de 3.000 euros, contudo o “show viking” não se ficava por aqui!

Robert Johansson, voando mais dois metros e meio que o jovem compatriota seria segundo enquanto que defendendo a honra polaca, Zyla, assegurava o terceiro registo a meio metro do ex bigode viking. Um dos grandes candidatos a medalhas, quer em trampolim normal quer em trampolim grande, Ryoyu ficando-se apenas pelos 99m seria quarto seguido de Kraft que procuraria finalmente o ouro olímpico, único título que ainda não consta do seu palmarés, com o baixinho a superar o nipónico em um metro. Dentro dos dez mais: Deschwanden, Geiger, Fettner, Yukiya Sato e o surpreendente finlandês Alto, pareciam estar também em excelente posição de ataque a medalhas. Fazendo um paralelismo com a F1, os cinco primeiros estavam na primeira linha enquanto que os outros membros do Top dez partiam logo da segunda!

O mais veterano saltador em prova, Simon Ammann,  seguia com o 12º melhor registo ele que era tetracampeão olímpico. Diga-se que o helvético , não obstante estar já no ocaso da carreira, batia nomes como Lanisek, Eisenbichler e Granerud, todos bem abaixo do exigido, a necessitarem subir uns bons furos até ao dia seguinte tal como Stoch, Kos e Hoerl  que começavam a desenhar  um “quadro” que pretendiam colorir de forma diferente .

 

UM VENTO QUE TRAZIA FORTE SABOR A OLIMPÍADAS

Ao contrário do cenário da ronda qualificativa, o vento ia estando bastante forte, sendo que inicialmente se assistiu a uma grande qualidade nas marcas apresentadas, algo que não seria de prognosticar até porque supostamente os primeiros saltos pertenceriam aos atletas menos fortes do elenco, mas assim foi até á entrada em cena dos grandes favoritos aos metais! Por esse momento estas alterar-se-iam, com o vento a tomar outra direção, o que fez com que alguns desses teóricos candidatos perdessem de imediato todas e quaisquer chances de medalhas.

Quem parecia estar numa missão era o asiático Kobayashi que saltando 104.5m parecia bem “embalado” para tocar o Olimpo! Com um déficit de 6.2 pontos  face ao nipónico tínhamos o esloveno, Peter Prevc, ele que se estava claramente a superar após efetuar  marca inferior em um metro e meio à do líder. Em terceiro, qual Fénix renascida das cinzas, encontrava-mos Stoch com 101.5m, enquanto que em quarto seguia o surpreendente soviético Klimov que rubricava 104m, mais metro e meio que Fettner, com o surfista a ser contra todas as previsões o melhor posicionado dos austríacos. Estes e Schmid, Sadreev, Kubacki, Lanisek e Alto, dada a curta distância entre si , eram ainda nomes a não serem postos de parte no que diz respeito à obtenção de um metal.

Já mais distantes desse objetivo, finalizada a ronda inicial estavam nomes como: Kraft, Hoerl, Lindvik e Johansson, sendo que se estes teriam escassas possibilidades de obterem um pódio que dizer de  Granerud, Geiger e Kos para lá dos vinte melhores! Se , melhor ou pior os referidos se mantinham em competição tendo como prémio efetuarem novo salto, já: Eisenbichler, Yukiya Sato e Peier não o voltariam a fazer, com o bávaro a ser mesmo a maior deceção.

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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