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Mais equilíbrio do que nunca rumo a Pequim | Saltos de Esqui

Já com as atenções de muitos direcionadas para Pequim, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno, várias eram as ausências para a dupla jornada individual de Willingen, na qual os cinco melhores do campeonato não quiseram deixar de marcar presença. Nomes como Lindvik, Johansson ou Kubacki voltavam à ação após recuperarem da infeção por covid-19, “apimentando” ainda mais um espetáculo grandioso, ou não estivéssemos num dos maiores trampolins do mundo, o maior dos não gigantes.

A estrutura que acolhia os atletas dava pelo nome de Muhlenkopf tinha 147m, o K-point localizado nos 130m e o recordista do mesmo era o polaco Klemens Muranka, ao obter 153m na época anterior. De referir mais um regresso: o do tricampeão dos quatro trampolins, Kamil Stoch, recuperado de lesão.

STOCH IS BACK!

Dada a ausência de vários atletas de um evento despojado, infelizmente, de público, e ao invés da tradicional qualificação para a prova, foi a cabo um prólogo, uma vez que os participantes eram menos de 50, pondo-se  a hipótese de alguns dispensarem inclusivamente esse salto, pois, fosse qual fosse o resultado, marcariam à mesma presença na jornada do dia seguinte.

Com Ryoyu, Geiger e Eisenbichler a optarem por não abrir o jogo, era Stoch quem acabaria por levar o cheque para casa depois de chegar aos 146m, que o faziam acreditar num fim-de-semana como ainda não vivera na presente temporada.

A segunda posição, a cinco metros e uma décima de ponto do polaco, ia para Huber com Lanisek, a ser terceiro, anotando 137m. Zyla era quarto, registando 143m, e Kos, com menos oito, “navegava” em quinto. Estes saltadoresdavam mostras de se quererem evidenciar. Lindvik, voando menos meio metro, ocupava a sexta posição, contando com a companhia de Wasek, Freund, Kubacki e Granerud nos dez mais. De referir ainda que Zajc, após saltar 143m, sofreria um valente susto ao levar um autêntico “estalo” em pleno voo, felizmente sem consequências físicas para o jovem talento esloveno.

KOBAYASHI VENCE AO “SPRINT” E RECUPERA O COLETE

A chuva, a neve e, sobretudo, o vento super forte, cruzado e irregular, fariam com que fosse possível vermos apenas uma  ronda. Quem conseguia “fintar” as adversidades de um evento que mais foi uma “lotaria”, dadas as condições, e, assim, quem recuperava a camisola amarela era Ryoyu, ao obter mais um triunfo arrancando impressionantes 145m. Sendo que Granerud fechava em segundo, a três pontos e a três metros do líder.

Já a encerrar o pódio, superando, em 7m, o K-point, ficava Lindvik, isto num dia em que Freund conseguia o melhor desempenho da temporada, concluindo em quarto, com 140m. Yukiya Sato seria quinto, finalizando com uma marca inferior em três metros e meio à assinada pelo antigo vencedor do globo de cristal. Do top-10, destaco o sétimo posto do esloveno Jelar, o melhor de toda a carreira, com o atleta da capital do país a ter como restantes acompanhantes neste lote: Kos, Huber, Deschwanden e Leyhe.

Alvo de uma verdadeira debacle: Geiger ficava em 20º, cedendo novamente o colete. Stoch não dava seguimento ao realizado no prólogo, afundando-se no 22º posto, e Eisenbichler, que, falhando totalmente o tempo de descolagem do trampolim, obteria somente um ponto, finalizando na 30ª posição. No entanto, Lanisek e Zajc fariam ainda pior, terminando fora dos pontos, isto em claro contraponto com as prestações da tripla austríaca, composta por, Mueller, Steiner e Rupitsch, habitualmente na equipa B, que amealhavam as primeiras pontuações entre a elite.

O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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