Cabeçalho modalidadesNós, portugueses, damos pouca importância, apostamos e investimos muito pouco no esqui mas, mesmo com esta falta de condições e com os problemas meteorológicos e de relevo, que constituem enormes entraves à prática deste desporto, os nossos atletas conseguiram feitos que não tinham sido alcançados por qualquer português até à data.

Nos mundiais desta modalidade, vale a pena salientar os resultados obtidos pelos portugueses presentes: a jovem Catarina Carvalho, Arthur Hanse, Ricardo Brancal e Samuel Almeida. É também importante referir que, no ano anterior, Portugal não teve nenhum representante na prova, que decorreu em Vail.

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Apesar das fracas condições, Portugal tem bons atletas na modalidade
Fonte: Arthur Hanse

A primeira a entrar em prova foi Catarina Carvalho, que se conseguiu destacar em Slalom Gigante. De forma surpreendente, alcançou o 54º lugar, na qualificação de Slalom Gigante, apurando-se para a final e realizando um feito que, na minha opinião, além de histórico (nunca antes um português se tinha qualificado para uma final dos mundiais de esqui alpino), se afigura como uma conquista muito importante para a evolução do esqui português. Na prova decisiva desta disciplina, a lusa conseguiu a 83ª posição na primeira manga (em 98 esquiadoras) e ficou de fora da segunda manga da corrida, terminando por isso nesta mesma posição na disciplina de Slalom Gigante.

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Em Slalom Gigante, os atletas masculinos portugueses não tiveram a mesma sorte, dado que apenas Hanse se conseguiu apurar para a final, a qual abandonou ainda na primeira manga, depois de passar o primeiro ponto intermédio (ocupava nessa altura o 66º lugar). Na disciplina de Slalom, aconteceu algo extremamente semelhante: Arthur Hanse, depois de se qualificar em 47º lugar para a corrida final, voltou a abandonar a prova ainda na primeira manga. Desta forma, apesar de se ter qualificado para as finais de ambas as disciplinas em que participou, Arthur Hanse desiludiu por não conseguir terminar as corridas decisivas em que esteve presente.

Arthur Hanse, apesar de tudo, não teve a prestação esperada
Fonte: Arthur Hanse

Os outros dois atletas masculinos presentes nos mundiais, Samuel Almeida e Ricardo Brancal, tiveram a vida muito dificultada e acabaram por não se apurar para nenhuma das finais, como já era de prever.

Apesar de não ter havido nenhum resultado que leve Portugal às bocas do mundo, os mundiais deste ano serão sempre históricos porque foi em 2017 que o nosso país conseguiu a primeira final de esqui.

Parecem dados os primeiros passos para um futuro um pouco mais risonho no esqui português, provando que, apesar de não haver condições, há atletas com qualidade e personalidade para elevar o prestígio e o profissionalismo dos nossos desportos de inverno.

Foto de capa: Arthur Hanse

Artigo revisto por: Francisca Carvalho