Uma estreia agridoce! | Desportos de Inverno

    VANINA JÁ PODE DIZER QUE SUPEROU A MELHOR DO MUNDO

    Era com os termómetros a bater nos doze graus negativos que o Centro Alpino de Pequim recebia as mais de 80 esquiadoras participantes na prova de Slalom Gigante, título que era aqui defendido por Mikaela Shiffrin, ela que o havia conquistado em Pyeongchang, Coreia do Sul  em 2018, contudo cedo perderia tais hipóteses ao abordar de forma algo “displicente” a quarta porta do traçado. Este erro de memorização valer-lhe-ia uma saída precoce de cena, com uma prova não terminada, DNF. A vencedora do globo de cristal da disciplina, Marta Bassino, também não escapava ao exigente percurso, falhando exatamente no mesmo local que a esquiadora Norte Americana.

    Num evento marcado pelas mais de três dezenas de provas não terminadas e confirmando a grande forma patenteada ao longo da época regular, a campeã olímpica seria a bem vocal Sara Hector da Suécia a relegar Brignone de Itália para a prata e Gut-Behrami para o bronze, helvética que juntava mais uma à extensa coleção de medalhas por ela já averbadas em competições de tamanha importância.

    De referir que Katarina Truppe cometendo vários erros na segunda descida acabaria fora do pódio, austríaca  que era segunda no final da primeira. A maior desilusão era a eslovaca que lidera a classificação da disciplina na Taça do Mundo de esqui alpino, Petra Vlhova, que seria apenas 12º classificada, posição esta que se explica por uma primeira manga longe da sua real valia.

    Quanto a Vanina, e embora acusando ligeiramente a pressão, perfeitamente justificável na primeira descida apontando apenas o 55º melhor tempo, soltar-se-ia na segunda concluindo logo na sua estreia nos Jogos na 43ª posição. Em minha opinião Vanina representou muito condignamente o país nesta prova, acabando por superar o resultado por mim esperado.

    - Advertisement -

    Subscreve!

    Artigos Populares

    Diogo Rodrigues
    Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
    O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.