O Campeonato de Portugal de Ralis foi ao arquipélago da Madeira. Depois do arquipélago dos Açores no ínico da campeonato, o rali da Madeira é a segunda prova da fase de asfalto do CPR. Aqui, como nos Açores, o conhecimento das especiais é muito importante.

A prova madeirense voltou a contar para o CPR, o CMR e o Ibirean Rally Trophy. Os Porsche 911 também foram uma grande fonte de animação para o público madeirense, com a presença de cinco carros nesta categoria.

Com um motor revisto pela Hyundai, Bruno e Hugo Magalhães (Hyundai i20 R5) eram dos mais experientes nas estradas da Madeira, no pelotão do CPR. Ricardo Teodósio/Jorge Teixeira (Skoda Fabia R5), José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 R5) foram ao Rali do Faial, a contar para o Campeonato da Madeira de Rallis, para testar para o Vinho da Madeira e poder lutar pela vitória. Pedro Meireles/Mário Castro também regressavam ao CPR com o segundo Volkswagen Golf GTI R5 e João Barros/António Costa vinha com o Skoda Fabia R5.

Fora da luta pelo campeoanto, Pedro Meireles regressou ao CPR com um novo Volkwsagen Polo GTI R5
Fonte: Rali Vinho Madeira

No pelotão madeirense, a armada R5 era constituida por Alexandre Camacho (Skoda Fabia R5), Miguel Nunes (Hyundai i20 R5), João Silva (Citroen DS3 R5) e Pedro Paixão (Skoda Fabia R5)

No pelotão internacional, José Maria Lopes (Pepe Lopez) regressava a Portugal com o Citroen C3 R5 da Sports & You e Giandomenico Basso trazia o Skoda Fabia R5 da Delta Rally.

José Pedro Fonte levou o mesmo carro que Pepe López, mas o piloto português ainda precisa de mais rodagem
Fonte: Rali Vinho Madeira

Começo do rali, na especial citadina, prova que traz muitos adeptos às ruas. Bruno e Hugo Magalhães mostraram que os problemas do i20 R5 no rali de Portugal estavam passados e foram os primeiros lideres à geral do Vinho Madeira. Ricardo Teodósio era segundo e Armindo Araújo era terceiro.

Mas, no segundo dia, Alexandre Camacho tomou as rédias do pelotão geral, perseguido por Pepe Lopez, que já tinha dado muito boa conta de si no ERC, rali das Canárias, prova em asfalto e Giandomenico Basso, experiente piloto italiano.

No terceiro dia, ninguém tocou em Alexandre Camacho, e o piloto madeirense repete a vitória do ano passado, com Pepe Lopez a mostrar o seu impressioante ritmo, num rali desconhecido, e a agarrar a segnda poisição. Bruno e Hugo Magalhães foram os terceiros à geral e garantiram a primeira vitória no CPR em 2019.

No CPR, com a primeira vitória de Bruno Magalhães, o campeonato torna-se cada vez mais interessante. José Pedro Fontes e Inês Ponte, mostraram que o Citroen C3 R5 está bom no asfalto, mas a diferença para Pepe Lopez, com o mesmo carro, é muita. José Pedro Fontes ainda pode fazer melhor. Armindo Araújo/Luís Ramalho minimizaram os danos no campeonato terminando no pódio, numa prova onde a RMC e o piloto de Santo Tirso tiveram imensas dificuldades na afinação do carro coreano.

João Barros voltou e mostrou ainda estar um pouco fora do ritmo, enquanto que Miguel Barbosa parece recuperar dos azares passados.

No CMR, Alexandre Camacho esta mais próximo de conquistar o título regional. Mas, o destaque vai para João Silva, que no ‘velhinho’ DS3 deu espetáculo e assinalou tempos muito interessantes. Pedro Paixão também continua a sua evolução positiva ao Skoda Fabia R5.

Alexandre Camacho e Vitor Calado estiveram muito fortes na prova rainha da Madeira
Fonte: Rali Vinho Madeira

Nas duas rodas motrizes nacionais, apenas Gil Antunes (Renault Clio R3T) e Paulo Neto (Citroen DS3 R3) foram à Madeira. Uma categoria que está muito dependente destes dois pilotos nas provas fora do continente. Algo tem de ser feito, e o grande problema parece ser os custos das provas fora do continente.

Cada vez mais próximo do final, o Campeoanto de Portugal de Ralis vai agora a Amarante, para o Rali de Amarante, nos dias 6 e 7 de setembro.

Foto De Capa: Hyundai Portugal Motorsport

 

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