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Campeonato renascido

David Pacheco · 3 min

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O WRC voltou à Turquia. Com isto, todas as duplas de pilotos e navegadores tiveram um acréscimo na sua preparação. Duas passagens pelos troços teriam que ser suficientes para se perceber todas as curvas, contracurvas, retas e pedras que se encontram em solo turco. De notar que o rali da Turquia contém troços de gravilha, gravilha esta que é muito dura nas suspensões, tornando o rali numa prova de resistência. Acho que posso comparar este rali com o rali da Acrópole, na Grécia, onde este ano Bruno e Hugo Magalhães triunfaram para o FIA ERC. E como se sabe, a dupla portuguesa entregou o título a Alexander Lukyanuk, ao não consegui reunir os apoios suficientes para a restante temporada de 2018. Parece que quem joga “à bola” tem apoios. Mas divago.

Sebastien Ogier era um do candidatos à vitória no rali da Turquia
Fonte: M-Sport

Agora, porque um pouco de história nunca magoou ninguém, o último rali da Turquia correu-se em 2010 e foi ganho por um tal Seabastien Loeb, que nessa altura tripulava um Citroen C4 WRC. Oito anos depois, outro Sebastien, desta vez Ogier, em Ford Fiesta WRC, Thierry Neuville em Hyundai i20 Coupé WRC e o dono da segunda parte da temporada, Ott Tanak, em Toyota Yaris WRC, estavam à cabeça para a vitória. Haydon Paddon regressa ao terceiro Hyundai por troca com Dani Sordo. De notar a participação portuguesa, desta vez na forma de Diogo Salvi e Hugo Magalhães, no WRC2, tripulando um Skoda Fabia R5, competindo por uma equipa italiana.

Este ano, o primero líder do rali da Turquia foi o norueguês Andreas Mikkelsen, em Hyundai i20 Coupé WRC. Um erro por parte de Ogier fez com que o francês descesse na classificação. Craig Breen era segundo e Ott Tanak terceiro. O líder do campeonato estava em quarto, apesar de supostamente ter a desvantagem de ser o primeiro nas estradas de gravilha da Turquia.

Num rali bastante duro era muito provável que alguém tinha que ter problemas. E na especial 11, quem tomou a liderança de assalto foi o homem do momento, Ott Tanak, há que tanto Mikkelsen e Ogier tiveram problemas. Jari-Matti Latvala levava o segundo Toyota Yaris WRC à segunda posição do pódio. Mas os problemas não ficariam por aqui, também o líder do campeonato, Neuville, acabaria por se retirar com problemas na suspensão. Mas a desistência espetacular do dia viria a ser a de Craig Breen. O irlandês viu o seu Citroen C3 WRC arder até ao fim numa ligação entre especiais.

Craig Breen foi o mais azarado do rali, vendo seu carro arder por completo
Fonte: Citroen Racing

Para o dia final, Ott Tanak levou uma vantagem de 13 segundos sobre o seu companheiro de equipa, Jari-Matti Latvala. Tanak continuou a aumentar a sua vantagem ao longo do dia, cerca de 22 segundos sobre Latvala, no fim do rali. Já os líderes do campeonato tiveram um dia difícil. Neuville salvou ainda cinco pontos no campeonato, ganhando a Power-Stage. Já Ogier também salvou cinco pontos, mas com o décimo posto final e quatro pontos na Power-Stage.

Thierry Neuville continua a liderar o mundial de pilotos
Fonte: Hyundai Motorsport

Faltam três ralis para o fim do campeonato e cada vez mais a luta está ao rubro. Ogier desce para terceiro por troca com Tanak. Os dois estão separados por 10 pontos. Já Neuville viu a sua liderança a ficar mais curta, agora são 13 pontos para o estónio da Toyota.

A próxima ronda do WRC é de 4 a 7 de outubro no já clássico rali da Grã-Bretanha.

Foto de Capa: WRC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

David Pacheco

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