Dêem mais uma alegria aos portugueses

- Advertisement -

Cabeçalho modalidadesO início do ano nos desportos motorizados quer sempre dizer uma coisa: a maior prova de todo o terreno está de volta. De amanhã (dia 2) a 14 de janeiro, todos os olhos estarão na América do Sul.

Este ano, na prova a que chamam Dakar, temos, desde logo, um aspecto novo para nós, portugueses: não temos ninguém nos carros, pelo menos não a conduzir, só na navegação.

Mas vamos começar por onde temos pilotos, e esperamos nós hipóteses, as motas. Este ano, a armada lusa é a maior de sempre, com 11 motards. Em relação a 2016, a principal ausência lusa é a de Ruben Faria, que terminou a carreira devido a lesões que teve na prova de 2016; vai estar na prova como diretor desportivo da Husqvarna.

A lista de pilotos portugueses é encabeçada por dois nomes, Hélder Rodrigues (Yamaha nº5) e Paulo Gonçalves (Honda nº17), os dois pilotos portugueses já terminaram no pódio da prova sul americana e tentarão repetir tal façanha, de preferência no degrau mais alto do pódio. A completar o tal contingente luso temos: Joaquim Rodrigues (Hero nº27), Mário Patrão (KTM nº28) – vencedor da categoria Maratona em 2016 e agora na equipa oficial austríaca -, Gonçalo Reis (KTM nº64), Pedro Bianchi Prata (Honda nº75), Luís Portela de Morais (KTM nº104), David Megre (KTM nº114), Fernando Sousa Jr. (KTM nº131), Rui Oliveira (Yamaha nº151) e Fausto Mota (Yamaha nº152).

Seria muito bom ver repetida esta imagem Fonte: Paulo Gonçalves
Seria muito bom ver repetida esta imagem
Fonte: Paulo Gonçalves

Desde 2001 que a KTM vence as motos e Hélder Rodrigues quer quebrar esta hegemonia, no seu segundo ano desta segunda passagem pela Yamaha. O piloto de Sintra, depois de um ano de desenvolvimento, sente a moto mais capaz de lutar pela vitória. Já Paulo Gonçalves continua na Honda, aparecendo como segundo piloto, mas um azar de Joan Barreda Bort pode fazer com que o piloto de Esposende volte a lutar pelos primeiros lugares, ele que o ano passado andou no primeiro lugar durante a primeira semana de prova, até ser forçado a desistir por problemas na sua Honda, algo clássico na moto japonesa. Será uma luta pela vitória muito animada, com vários pilotos com capacidade para chegar a este lugar, com especial destaque para o vencedor de 2016, Toby Price.

Dos restantes pilotos portugueses destaque para Mário Patrão e Pedro Bianchi Prata. Patrão foi promovido à equipa oficial da KTM depois de várias lesões que impediram outros pilotos de ter tal privilégio. Já Bianchi Prata vai correr pela Honda sul americana, num convite que salvou o piloto do Porto de ficar de fora da edição de 2017 da prova mais dura de Todo o Terreno. Acredito que Bianchi Prata possa ser o sucessor de Mário Patrão como vencedor da classe Maratona, categoria destinada a quem faz a totalidade da prova sem alterar nada a nível mecânico. Esta categoria destina-se a quem não tem uma moto de fábrica. Dos outros pilotos não se pode esperar muito mais do que terminar devido à sua inexperiência na prova, destaque ainda para o aparecimento da equipa da KTM Portugal.

Para concluir este longo artigo, passo a referir apenas os restantes portugueses presentes na prova, que começa no Paraguai, passa pela Bolívia e acaba na Argentina. Nos carros temos, então, Filipe Palmeiro a navegar Boris Garafulic no Mini nº314, também num Mini, mas com o nº325, temos Paulo Fiuza a navegar Stephan Schott. Nos camiões temos também dois representantes, José Martins faz equipa com Thomas Robineau e Dave Berghams no Iveco nº 529, enquanto Armando Loureiro terá a seu lado Georges Ginesta e Christophe Allot no MAN nº 544.

Esta será a edição mais dura e mais competitiva dos últimos anos. Portugal tem dois nomes que podem dar alegrias, mas não será nada fácil – um pódio, apesar de redutor, será sempre um bom resultado.

Foto de capa: Hélder Rodrigues

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Rodrigo Fernandes
Rodrigo Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
O Rodrigo adora desporto desde que se lembra de ser gente. Do Futebol às modalidades ditas amadoras são poucos os desportos de que não gosta. Ele escreve principalmente sobre modalidades, por considerar que merecem ter mais voz. Os Jogos Olímpicos, por ele, eram todos os anos.                                                                                                                                                 O Rodrigo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Antigo selecionador de França arrasa opções no ataque do Lyon de Paulo Fonseca e não poupa ex-Benfica: «É uma catástrofe»

Raymond Domenech apontou o dedo a Endrick e Roman Yaremchuk devido à má fase do Lyon, orientado por Paulo Fonseca. O antigo jogador e treinador do clube disse que o ex-Benfica é uma «catástrofe».

Vasco Botelho da Costa responde ao Bola na Rede após FC Porto x Moreirense: «O nosso objetivo era tirar as referências individuais ao Porto»

O FC Porto derrotou o Moreirense em jogo da 26.ª jornada da Primeira Liga. Vasco Botelho da Costa respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.

A frustração de Arne Slot no Liverpool: eis as razões apontadas para a quebra da equipa

Arne Slot lamentou a ineficácia e os erros defensivos do Liverpool após o empate frente ao Tottenham. O técnico neerlandês assumiu uma forte frustração com os pontos perdidos nos minutos finais.

Benfica: recurso de José Mourinho rejeitado pelo Conselho de Disciplina

O Conselho de Disciplina da FPF rejeitou o recurso de José Mourinho relativo às suspensões que resultaram da expulsão no Clássico.

PUB

Mais Artigos Populares

FC Porto perto de garantir venda de emprestado

O FC Porto pode garantir um encaixe de cinco milhões de euros com Danny Namaso, num negócio que depende exclusivamente da manutenção do Auxerre.

Vítor Pereira arrasa VAR após embate com Marco Silva: «Já não se pode celebrar um golo»

Vítor Pereira arrasou o VAR após o nulo frente ao Fulham, num resultado que tirou o Nottingham Forest da zona de despromoção.

A promessa de Joan Laporta após vencer as eleições do Barcelona: estátua e portas abertas para Leo Messi

Joan Laporta garantiu que as portas do Barcelona estarão sempre abertas para Lionel Messi, na sequência da sua reeleição como presidente do emblema catalão até 2031.