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Dêem mais uma alegria aos portugueses

Rodrigo Fernandes · 3 min

Dêem mais uma alegria aos portugueses

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Cabeçalho modalidadesO início do ano nos desportos motorizados quer sempre dizer uma coisa: a maior prova de todo o terreno está de volta. De amanhã (dia 2) a 14 de janeiro, todos os olhos estarão na América do Sul.

Este ano, na prova a que chamam Dakar, temos, desde logo, um aspecto novo para nós, portugueses: não temos ninguém nos carros, pelo menos não a conduzir, só na navegação.

Mas vamos começar por onde temos pilotos, e esperamos nós hipóteses, as motas. Este ano, a armada lusa é a maior de sempre, com 11 motards. Em relação a 2016, a principal ausência lusa é a de Ruben Faria, que terminou a carreira devido a lesões que teve na prova de 2016; vai estar na prova como diretor desportivo da Husqvarna.

A lista de pilotos portugueses é encabeçada por dois nomes, Hélder Rodrigues (Yamaha nº5) e Paulo Gonçalves (Honda nº17), os dois pilotos portugueses já terminaram no pódio da prova sul americana e tentarão repetir tal façanha, de preferência no degrau mais alto do pódio. A completar o tal contingente luso temos: Joaquim Rodrigues (Hero nº27), Mário Patrão (KTM nº28) – vencedor da categoria Maratona em 2016 e agora na equipa oficial austríaca -, Gonçalo Reis (KTM nº64), Pedro Bianchi Prata (Honda nº75), Luís Portela de Morais (KTM nº104), David Megre (KTM nº114), Fernando Sousa Jr. (KTM nº131), Rui Oliveira (Yamaha nº151) e Fausto Mota (Yamaha nº152).

Seria muito bom ver repetida esta imagem Fonte: Paulo Gonçalves
Seria muito bom ver repetida esta imagem
Fonte: Paulo Gonçalves

Desde 2001 que a KTM vence as motos e Hélder Rodrigues quer quebrar esta hegemonia, no seu segundo ano desta segunda passagem pela Yamaha. O piloto de Sintra, depois de um ano de desenvolvimento, sente a moto mais capaz de lutar pela vitória. Já Paulo Gonçalves continua na Honda, aparecendo como segundo piloto, mas um azar de Joan Barreda Bort pode fazer com que o piloto de Esposende volte a lutar pelos primeiros lugares, ele que o ano passado andou no primeiro lugar durante a primeira semana de prova, até ser forçado a desistir por problemas na sua Honda, algo clássico na moto japonesa. Será uma luta pela vitória muito animada, com vários pilotos com capacidade para chegar a este lugar, com especial destaque para o vencedor de 2016, Toby Price.

Dos restantes pilotos portugueses destaque para Mário Patrão e Pedro Bianchi Prata. Patrão foi promovido à equipa oficial da KTM depois de várias lesões que impediram outros pilotos de ter tal privilégio. Já Bianchi Prata vai correr pela Honda sul americana, num convite que salvou o piloto do Porto de ficar de fora da edição de 2017 da prova mais dura de Todo o Terreno. Acredito que Bianchi Prata possa ser o sucessor de Mário Patrão como vencedor da classe Maratona, categoria destinada a quem faz a totalidade da prova sem alterar nada a nível mecânico. Esta categoria destina-se a quem não tem uma moto de fábrica. Dos outros pilotos não se pode esperar muito mais do que terminar devido à sua inexperiência na prova, destaque ainda para o aparecimento da equipa da KTM Portugal.

Para concluir este longo artigo, passo a referir apenas os restantes portugueses presentes na prova, que começa no Paraguai, passa pela Bolívia e acaba na Argentina. Nos carros temos, então, Filipe Palmeiro a navegar Boris Garafulic no Mini nº314, também num Mini, mas com o nº325, temos Paulo Fiuza a navegar Stephan Schott. Nos camiões temos também dois representantes, José Martins faz equipa com Thomas Robineau e Dave Berghams no Iveco nº 529, enquanto Armando Loureiro terá a seu lado Georges Ginesta e Christophe Allot no MAN nº 544.

Esta será a edição mais dura e mais competitiva dos últimos anos. Portugal tem dois nomes que podem dar alegrias, mas não será nada fácil – um pódio, apesar de redutor, será sempre um bom resultado.

Foto de capa: Hélder Rodrigues

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Rodrigo Fernandes

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