E-Prix do Mónaco: Em Monte Carlo, é até à última e em português

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A CORRIDA: ANTÓNIO FÉLIX DA COSTA VENCE EM DANÇA A TRÊS 

No regresso da Fórmula E às ruas do Mónaco, António Félix da Costa (DS Techeetah) foi o grande vencedor do E-Prix, mas não o fez sem luta. O piloto português perdeu a liderança por duas vezes ao longo da corrida, primeiro para Robin Frinjs que começou na grelha ao seu lado, e depois para Mitch Evans da Jaguar, a quem na última volta, o piloto da DS ultrapassou “na raça”.

Para os mais desatentos, este ano, pela primeira vez, a Fórmula E correu por todo o traçado tradicional do Mónaco, e não apenas a metade utilizada em épocas anteriores. Isto pode funcionar como algo curioso, porque pela primeira vez, é possível comparar diretamente a velocidade de um carro de Fórmula E e um Fórmula 1 no histórico circuito do Mónaco.

A utilização deste layout só favoreceu a corrida, sendo que estes monolugares, sendo bastante mais compactos que os seus primos híbridos, permitem maiores oportunidades de batalha roda a roda.

Os primeiros sinais de uma batalha pela liderança acesa surgiram quando Robin Frinjs consegue superar Félix da Costa, e salta para a liderança na reta da meta. O holandês foi capaz de criar uma distância grande o suficiente, para que, após cair na utilização do Attack Mode, ser possível ultrapassar o DS do português facilmente.

Durante esta fase, um dos homens a lutar por uma posição no pódio, Jean Éric Vergne, foi ao Attack Mode, no entanto não o ativou, por não realizar a linha necessária da forma correta, o que o obrigou a repetir o feito, e perder posições e a possibilidade de provar o champanhe.

Quando parecia que Robin Frinjs seguia confortável na liderança, com mais de dois segundos de vantagem, António Félix da Costa começou a engolir a distância entre os dois, e à entrada do túnel, ativou o Fan Boost para ultrapassar o holandês e chegar novamente à liderança.

Liderança essa que seria breve, pois Mitch Evans (Jaguar), seguia calmamente na terceira posição, até que em Attack Mode (os rivais já o tinham gasto), ultrapassa tanto Robin Frinjs, como António Félix da Costa na subida para Beau Rivage. Uma ultrapassagem arriscada do neozelandês, mas também uma defesa de Félix da Costa que deixou um pouco a desejar.

O medo e trauma de Valência 2.0 voltou ao ver um safety-car em pista, para recolher o carro de René Rast (Audi), que foi demasiado ambicioso na primeira curva e chocou contra as barreiras, mas após o Mini entrar para as boxes, retomou a corrida, e António Félix da Costa não perdeu tempo em pressionar Mitch Evans com tudo o que tinha.

O português tinha mais bateria do que Evans, e sabia que pressionando, iria obrigar a gastar mais energia do que aquela que ele queria. A batalha foi feroz, com Evans a tentar tornar o seu carro o mais largo possível, e durou até metade da última volta, onde numa ultrapassagem arriscada na saída do túnel, o português subiu à liderança. Evans, já quase sem bateria, não teve tempo de relaxar, e viu-se pressionado ao máximo por Robin Frijns, que subiu à segunda posição mesmo em cima da bandeira axadrezada.

Curiosamente, com este desenvolvimento na última volta, o top 6 terminou exatamente como começou, com Félix da Costa em primeiro, Frijns em segundo, Evans em terceiro lugar, seguido de Vergne, que recuperou muito bem dos problemas com o Attack Mode, seguido de Max Gunther (BMW) e Oliver Rowland (Nissan).

Os restantes pilotos do top 10 foram Sam Bird (Jaguar), com uma fenomenal recuperação de 16.º para sétimo, Nick Cassidy (Virgin), André Lotterer em nono, e ganhando 10 lugares durante a corrida, um pontapé na crise da parte do piloto da Porsche, e a fechar ficou Alex Lynn.

Esta não foi uma corrida com o habitual caos do pelotão, no entanto, tudo correu bem do ponto de vista da organização e afins, o que tem sido um problema demasiado comum da Fórmula E nesta temporada. Apesar de não haver muito movimento no pelotão, a batalha pela liderança foi estupenda, e durou toda a corrida, com António Félix da Costa a apresentar uma performance fabulosa.

Em termos de campeonato, o vencedor António Félix da Costa saltou para a quarta posição com 52 pontos, atrás de Mitch Evans em terceiro com 54, Nyck de Vries em segundo com 57 e Robin Frinjs, que lidera a tabela com 62 pontos.

                                                                                              Foto de Capa: Formula E

Luís Manuel Barros
Luís Manuel Barros
O Luís tem 21 anos e é de Marco de Canavezes, tem em si uma paixão por automobilismo desde muito novo quando via o Schumacher num carro vermelho a dominar todas as pistas por esse mundo fora. Esse amor pelas 4 rodas é partilhado com o gosto por Wrestling que voltou a acompanhar religiosamente desde 2016.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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